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Portugal – turismo e cultura

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O mês de dezembro, sem dúvida alguma, não é dos melhores para o setor cultural e turístico, no aspecto econômico. O frio e a chuva encolhem as filas dos museus e fazem as calçadas desniveladas de pedra portuguesa um risco. É um período que a Europa procura calor e sol. Mesmo assim, há um número tão grande de aventureiros que passeiam pela cidade nos ônibus de dois andares com teto aberto e os cafés estão sempre lotados. A fila do pastel de Belém sai da fábrica e vai a dez metros da rua. E isso é um termômetro para se avaliar os negócios da cultura. Entrementes, o setor é muito organizado. Primeiro, tem o IMC ? Instituto dos Museus e Conservação que dá toda a infraestrutura, desde os ingressos até o fornecimento de produtos para as lojas dos museus, alguns até diferenciados, como as cópias dos acervos. Depois, tem a divulgação coletiva.Um equipamento cultural distribui o folder dos outros. A livraria de cada museu e de cada palácio vende geralmente, as mesmas obras, relacionadas à arte, história, conservação e museologia. Para a população nativa aos domingos os museus e Palácios são gratuitos. Os guias de museus (informantes no Brasil) encarecem o preço do ingresso alguns euros. Mesmo assim é opcional. Porém, é no transporte urbano que Lisboa se revela. Se não bastassem as linhas do metrô, o visitante pode comprar um bilhete para o dia inteiro e andar em bondes (antigos) chamados de elétricos, comboios (trens), autocarros (ônibus), elevadores, da Glória e Santa Justa e até as Vans que dão acesso ao Castelo de São Jorge. E olhe que as calçadas da subida até São Jorge são piores do que as ruínas romanas em Pompéia ou na Via Appia Antica. É tanto sopapo, que o passageiro leva, que dá medo. Cultura também é um negócio tão lucrativo que O Palácio da Pena, em Sintra, é administrado por uma S/A, com o parque inteiro com o Castelo dos Mouros, o convento, igreja e outros bens. Esse, não dispensa o bilhete nem aos domingos. Não é diferente no Palácio Ducal, em Vila Viçosa. Administrado pela Fundação Casa de Bragança é outro negócio que exige um guia para conhecer toda a casa. Mesmo assim para ver duas outras coleções é um ingresso extra. E, o exemplo mais emblemático é a Fundação Calouste Gulbenkiam, um complexo cultural que abriga museus, espaços para exposições temporárias,cursos e capacitação em restauração e outras áreas museais e um imenso teatro. Alagoas precisa aproveitar melhor seus recursos culturais e turísticos e aprender a ganhar dinheiro com o setor. (*) É escritor.

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