Opinião
Ap�s a grande trag�dia, a solidariedade
A calamidade que se abateu sobre a região Serrana do Rio de Janeiro, principalmente em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, bem como em São Paulo e Minas Gerais, foi a maior de todos os tempos, provocando a morte de mais de 600 pessoas e centenas de desabrigados. Tamanha tragédia pela sua monstruosidade abalou o mundo inteiro. Ficou evidenciado que o nosso País necessita de um sistema de alerta contra tais tempestades. Sabemos da existência no Brasil de famosos estudiosos no ramo da meteorologia. Aqui mesmo, em Alagoas, vimos em recente artigo publicado nesta Gazeta de Alagoas, de autoria do professor universitário Evilásio Soriano, citando o nome do professor e pesquisador da Ufal, Luiz Carlos Mollon, ?considerado um dos maiores climatologistas do Brasil e do mundo?. Por que não ser chamado pelas autoridades para um seu pronunciamento??? Coisas do Brasil!!! Da tragédia que se abateu na região Serrana do Rio e em Municípios de São Paulo e Minas Gerais, com as avassaladoras enchentes, ceifando vidas, deixando ao total desabrigo centenas de famílias, ao relento do tempo, privadas do mínimo alimento, destruindo casas e casebres, pontes, terrenos e estradas, veículos e objetos outros, na hora agônica, aflorou, desde a primeira hora, a solidariedade humana dos brasileiros e de irmãos de alguns países, num verdadeiro solidarismo. Governos federal, estadual e municipal, poderes constituídos, Exército, Marinha e Aeronáutica, polícias Federal e Civil, Bombeiros, Comissão de Defesa Civil, CNBB, sua santidade o papa Bento 16, OAB, igrejas evangélicas, a mídia nacional, através da televisão, jornal e rádio, empresas privadas e entidades outras, todos, juntaram-se num ato solidário e autenticamente cristão, formando uma corrente puramente fraterna em favor daqueles vitimados pela terrível calamidade. Todos mobilizados num verdadeiro S.O.S. aos seus irmãos alcançados pelo flagelo. É necessário que as forças vivas da Nação se unam num só objetivo: liberação imediata dos recursos, sem a odienta burocracia do serviço público, para um novo auxílio que é o da sobrevivência dos vitimados pela tragédia e na reconstrução dos seus bens destruídos. (*) É procurador de Estado.