Opinião
Um novo endere�o
Anunciada, pela prefeitura de Maceió, a nova Feira do Passarinho. 364 comerciantes deixarão de bater asas ao leo e serão abrigados na antiga Ceasa. Um ótimo anúncio, quer pela revitalização das atividades comerciais na antiga Ceasa, quer pela resposta à angústia dos comerciantes que teimavam em margear a linha férrea. Ilusão, porém, é imaginar que tudo está resolvido em termos do uso irregular das áreas contíguas aos trilhos urbanos e em termos de satisfação de comerciantes e usuários e, em termos mais gerais, em termos de um mínimo de organização nesse ramo de negócios. Em primeiro lugar é tendência inexorável deste tipo de atividade a atração entre as vias de maior fluxo de trânsito e os camelôs. Se esse tráfego não se estabelecer na nova área, seus ocupantes vão arribar de lá sem mais delongas. Independente da nova locação dar certo, o perímetro limítrofe à via férrea continuará a ser um objeto do desejo dos camelôs, provavelmente atiçado pela modernidade do VLT, independente dos riscos da velocidade superior do novo bólido sobre os velhos trilhos. Oxalá dê tudo certo para os novos locatários da velha Ceasa. Isto resolverá parte do problema. Mas a questão mais importante para ser evitada a ocupação irregular de áreas urbanas pelo comércio camelô é a fiscalização. Fiscalizar permanentemente e a preservação do respeito às nomas de ocupação do solo urbano são as únicas formas de assegurar o correto uso das áreas públicas. Esta é uma atividade cidadã maior e mais ampla que vistoriar as áreas e admoestar os irregulares. Esse trabalho indispensável precisa ser complementado pelo rigor, pela inflexibilidade dos poderes públicos, em garantir a adequada ocupação do solo urbano. A anunciada transferência dos feirantes é um bom começo. Mas é apenas um primeiro passo, o importante é não sair da linha.