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Igreja samaritana, ontem e hoje

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O que fazer diante de situações extremas? Como lidar com o absurdo e o sofrimento intenso de inocentes? Perguntas como essas sempre permeiam os pensamentos daqueles que olham para a realidade de outrem e a vêem com profunda dor. Após as enchentes de junho de 2010 que afligiram nosso Estado e também o de Pernambuco, agora, a região sudeste passa por essa situação. Desde as mais antigas épocas, vemos nas sagradas escrituras exemplos de sofrimentos dos inocentes. O livro de Jó é expressão disso, colocando-nos uma personagem justa com um tormento incomparável. E, atualmente, diante de tantas mazelas em nosso Brasil, diversas pessoas movidas pela solidariedade, traduzem em práticas o dom da solicitude, a graça de ser auxílio àqueles que tanto necessitam de ajuda. Mas, desejo destacar a forma como a igreja estende sua mão samaritana. Vemos diversas dioceses que se unem ao sofrimento das vítimas das chuvas. Assim aconteceu conosco, assim também tem acontecido nestes últimos tempos com as novas vítimas. As Cáritas brasileira, alemã, portuguesa e suíça já enviaram sua colaboração, e as da Itália e Espanha confirmaram também o envio. A Conferência Episcopal Italiana doou um milhão de euros para a Diocese de Petrópolis. Dom Filippo Santoro, bispo diocesano de Petrópolis, disse também que as doações estão chegando de várias dioceses brasileiras, de empresas e instituições ligadas a Igreja Católica. ?A solidariedade às vítimas é muito grande. A Igreja Católica no Brasil está mobilizada para atender as vítimas na região Serrana?. Além disso, padres, seminaristas e religiosos estão trabalhando no atendimento às famílias desabrigadas ou desalojadas. As paróquias e casas religiosas estão recebendo as pessoas que perderam tudo e não têm onde dormir e como se alimentar, transformando-se em postos de arrecadação de donativos. Isso me lembra o exemplo de São Paulo que reunia coletas para serem enviadas aos irmãos sofridos de Jerusalém (cf. 1 Cor 16, 1-3). Personagens e regiões diferentes, situações e atitudes iguais. O que se vê é a mesma Igreja que se faz presente e próxima, século após século, estendendo seu braço samaritano ao sofrimento do inocente. (*) É seminarista e jornalista.

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