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� tempo do defeso

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Nos últimos dias, a apreensão de caranguejos ocupou espaços na mídia alagoana. Apesar de exageros aqui e/ou ali, o tema merece atenção, pois diz respeito à preservação de espécies que, além de seu valor intangível como elos das cadeias ecológicas, possuem o valor adicional de sustentarem nichos importantes na economia local. Foram recolhidos pelo Batalhão de Polícia Ambiental 859 caranguejos ?Uçá?, tipo de crustáceo cuja pata é especialmente apreciada pela culinária alagoana. O motivo da apreensão é que esses animais estavam sendo comercializados em pleno período do defeso. Como sabemos, o defeso é a interdição da caça e/ou pesca de uma determinada espécie (ou mais de uma) por uma época determinada. Na maioria dos casos, esse interdito é determinado nos períodos de reprodução desses animais. O objetivo, ululante, é a preservação das espécies em tela, mormente ameaçadas pelo grande interesse (comercial) em sua captura. É, portanto, o defeso uma instrumento fundamental para combater a ignorância e a sanha comercial que ameaçam a sobrevivência de várias espécies pela ininterrupção da caça e/ou da pesca. Naturalmente que a educação é o fundamental para que, a longo prazo, esse problema seja resolvido. Mas até que a maioria dos pescadores e/ou caçadores, comerciantes e consumidores venha a ser convencida, várias espécies podem simplesmente sumir do mapa. Educar é preciso, mas é urgente e imediata a intensificação das ações fiscalizadoras e repressoras desse crime ambiental: a caça e pesca durante o defeso. Tal cuidado é essencial porque estamos falando da ecologia sustentável, onde a cadeia alimentar é preservada pela manutenção da proporcionalidade entre as populações e, do ponto de vista da sociedade humana, são igualmente preservadas a cultura alimentar e uma alternativa econômica.

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