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Grades e horrores

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Conforme previsto, explodiu em tragédia a combinação da deplorável situação dos presídios, com a implacável greve dos agentes penitenciários. Às mortes (anunciadas) seguiram-se demissões (esperadas). Mas, e os dias seguintes? Que está sendo implementado para equacionar o graves problemas que, aparentemente, são do conhecimento de todos? O momento é propício para uma tentativa de abordagem diferenciada, pois o sistema está em cheque. Novamente. Como ?toda crise é sinônimo de oportunidade? (frase repetida a exaustão por teóricos dos mais variados nichos do conhecimento humano) do atual caos poderia, deveria, brotar algum ordenamento inovador. Evidentemente que para algo novo surgir de realidade tão dantesca faz-se necessário uma ação conjunta, evolvendo principalmente os poderes Executivo e Judiciário, as categorias funcionais vinculadas ao sistema prisional, as entidades representativas como os sindicatos e a OAB, representantes dos apenados, e mais quem pudesse contribuir para mudanças dignas desse nome. Difícil será qualquer solução enquanto o governo estiver preocupado em apenas economizar recursos, os sindicatos interessados unicamente nos ganhos salariais, as entidades não governamentais em simplesmente agitar a bandeira dos ?direitos humanos?. Enquanto a miséria humana se aprofunda entre as grades, em ambientes degradantes onde misturam-se simples contraventores, autores de pequenos delitos, juntamente com criminosos de grosso calibre como traficantes, assassinos profissionais e chefes do crime organizado; e enquanto o cifrão continue a ser o principal, senão único valor, a ser colocado na mesa de negociação, serão muito poucas as chances de alguma mudança cidadã e humanitária nesse universo de horrores.

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