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Ao prestigiar a instalação da 17ª legislatura da Assembleia Legislativa, ontem, o governador Teotonio Vilela, não fez diferente de outras ocasiões e do que dezenas de seus antecessores fizeram: relembrar ações da gestão passada, voltar a tecer críticas ao governo que sucedeu e anunciar novos planos e projetos em relação ao seu novo mandato. Também nos quase dois séculos de existência da nossa ALE, o atual governante não é o primeiro e certamente será o último, como já observamos neste espaço, que assumiu o mais importante cargo do Estado sem o orçamento referente ao primeiro exercício financeiro devidamente aprovado pelos senhores deputados. Por falar em orçamento indefinido, vivo fosse, o famoso Barão de Itararé talvez recomendasse mais alguns dias de paciência às autoridades do governo, repetindo um de seus provérbios: ?Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades?. Já é tempo de entendimentos entre os poderes públicos e seus gestores e integrantes objetivando o real cumprimento das respectivas missões, de compromissos de campanhas que tenham sido feitos pelo bem-comum. As negociações que já foram realizadas ou estejam ainda em andamento, a fim de que a máquina estatal não tenha a sua situação ainda mais preocupante por causa da não aprovação do orçamento, não poderiam e não podem ser m podem ser desenvolvidas apenas para ciência de uma turma bastante restrita. Sempre é bom recordar que o Poder Legislativo de Alagoas começou com 28 deputados e chegou a abrigar 35. E até ficou na história por uma atitude que deveria servir de exemplo, quando a Mesa Diretora devolveu sobras de duodécimos aos cofres de origem. E precisa ser lugar de mais decisões capazes de facilitar a busca da verdadeira prosperidade de Alagoas.

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