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Sa�de corre perigo

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Alagoas acaba de aparecer na lista dos Estados com municípios que têm expressivas parcelas das populações penalizadas com a suspensão, pelo governo federal, através do Ministério da Saúde, da transferência de verbas referentes aos programas Saúde da Família e Saúde Bucal causada, conforme informações da Agência Brasil, por irregularidades detectadas em auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) e não regularizadas. Como consta de uma portaria publicada já nesta semana, a medida faz parte dos esforços do ministério no sentido de promover a transparência nos repasses de recursos para a atenção básica à saúde. Situações como esta não podem continuar, principalmente em regiões como a nossa, detentoras dos mais lamentáveis indicadores sociais, de velhas e crônicas consequências, com a maior parte dos municípios sempre com receitas próprias escassas. Enfrentando verdadeiros dramas, empobrecimento persistente. Sem meios até de conseguirem a minimização de problemas graves, de quadros caóticos, que seriam ainda piores se não fossem as ações desenvolvidas com o dinheiro repassado pelo governo federal para esses programas. Esta não é a primeira vez que deploramos ocorrências desta modalidade. E dificilmente deixarão de ser registradas enquanto não tivermos um maior número de cidades contempladas com atuações sérias de gestores e trabalhos de fiscalização efetivos desenvolvidos pelas câmaras de vereadores. Mas não só. Muito importante também seria termos uma expressiva parcela do povo melhor conscientizada sobre a relevância do controle social, bem como um maior número de conselhos municipais e associações voltados para as necessidades reais das comunidades mais carentes. A saúde pública requer muito mais do que se faz hoje.

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