Opinião
Homenagem � Academia de Medicina
Gosto dos versos de Bertold Brecht, poeta alemão, pelo significado que têm em relação à vida humana, a homens e mulheres cuja utilidade é de importância para si e para outros. Assim se expressa: ?Existem homens que lutam por um dia e são bons./ Existem homens que lutam por um ano e são melhores./ Existem homens que lutam muitos anos e são muito bons./ Mas existem aqueles que lutam por toda uma vida; estes são imprescindíveis?. Estes e estas pessoas existem em toda parte: na sociabilidade, na generosidade, no servir desinteressado, no desempenho profissional e na vida familiar. São artífices de uma construção referenciada. Embora as referências de Brecht sejam uma extensão a todos os viventes, neste artigo quero me referir às academias, que cultivam as letras, as artes, a medicina, entre tantas outras variedades do conhecimento humano. Algumas delas consolidam programas de difusão científica, cultural, educacional, com abertura à comunidade. A Academia Alagoana de Letras, por exemplo, realiza um curso de pós-graduação lato sensu em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira (leia-se professora Enaura Quixabeira, coordenadora e equipe). A Academia Alagoana de Medicina mantém um programa radiofônico semanal onde aborda temas de interesse da população, fazendo sentido em seus propósitos e objetivos de difusão extramuros; são temas médicos de perguntas e respostas com ouvintes do programa, divulgando conhecimentos de medicina. Outras academias mantêm trabalhos comunitários de extensão, em linha do conhecimento que cultivam. Uma afirmação sempre atual: ?O conhecimento científico e o saber literário não podem e não devem ser meros ornamentos pessoais, mas arma indispensável à preservação das formas de comportamento e de criação, à conquista de novos horizontes individuais e coletivos, à participação no processo de transformação e melhoria da sociedade em que se vive?. Voltemos à Academia Alagoana de Medicina: do instante em que foi instalada a Academia ? 31 de janeiro de 1994 ? até o presente momento, já se passaram 17 anos. Consideremos, didaticamente, o médico, poeta e escritor Milton Hênio Gouveia como responsável pela sua fase de organização e implantação; o médico, professor de Ética Antônio de Pádua Cavalcante por sua fase de consolidação; o médico e professor Ednaldo Holanda, por sua fase de expansão. Milton Hênio é o Presidente de Honra da Academia. Coube-me a tarefa de saudar a nova diretoria, recentemente empossada, exprimindo a confiança nela depositada, pois bem representa os ideais de todos os companheiros e companheiras de seu quadro acadêmico. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.