Opinião
Educa��o esquecida
Estudantes da Ufal vieram de Viçosa protestar em Maceió. Eles são alunos do curso de Medicina Veterinária. Dizem que o campus da cidade do interior não oferece as condições mínimas para a boa formação acadêmica. Estão no último estágio da educação formal, no nível superior. Escolas da capital estão fechadas, por variados motivos, deixando alunos do ensino médio sem estudos. Os casos ocorrem na rede pública estadual e municipal. Centros de alfabetização para jovens sofrem com deficiências crônicas e o que deveria ser o resgate de um público à margem do conhecimento nada resolve. No interior do Estado, mas também em Maceió, crianças deixam de frequentar as escolas por falta de transporte. As secretarias de Educação nem resolvem o problemas de vagas em unidades perto da casa da garotada nem viabiliza o meio de transporte. E assim continua a saga preocupante da educação em Alagoas. Não é possível que a situação continue do jeito que está não desde ontem, mas desde sempre. Discursos e promessas se repetem no vazio, sem que nada realmente de monta seja feito nessa área no Estado. Por mais que se diga, nunca é demais lembrar: não é por acaso que Alagoas ostenta a posição de Estado com o mais alto índice de analfabetismo do País. As tragédias não acontecem do nada ? e as soluções não chegam por milagre. A falta de projetos sérios, transparentes e factíveis é marca do setor. Do mesmo modo, a política de formação e gerenciamento de professores está muito longe do ideal. E é evidente que o sindicato da categoria faz muito pouco, quasse nada, para contribuir com a esperada recuperação. Ao contrário, voltado exclusivamente para seus interesses corporativistas, representa mais atraso do que vanguarda nessa guerra. Mas é o poder público o grande vilão aqui.