Opinião
Justi�a! Quem paga a conta?
O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas acertadamente condenou o juiz que espancou a namorada, desdenhou da imprensa com atitudes grosseiras e indignas para qualquer cidadão, mui especialmente para um Magistrado. Todos nós vimos claramente pela televisão em reportagens e noticiários meses atrás. O referido juiz, pois é, continua juiz, a condenação não o transforma em ex-Juiz, continua com suas prerrogativas; a condenação apenas concede ao nobre magistrado férias permanentes devida e integralmente remuneradas. Não atuará mais como Juiz, mas poderá se quiser, continuar trabalhando na profissão de advogado, mesmo que por baixo dos panos, através de terceiros, pois conhece bem a matéria do Direito e os caminhos do Judiciário. Um faturamentozinho a mais não faz mal a ninguém. A Justiça no caso do crime de agressão, enquadrado na Lei Maria da Penha, foi feita por meio da condenação do magistrado, porém paralelamente, foi cometida uma injustiça com os milhões de trabalhadores, empresários, dos que pagam seus impostos. Somos, mais uma vez, obrigados a pagar a um nosso funcionário, pois é isso que qualquer servidor público, parlamentar ou outra categoria, que receba dos cofres públicos são, funcionários do patrão povo. Esse juiz é o mais novo ocioso dessa empresa chamada Brasil. Qualquer Cidadão comum que condenado por enquadramento na Lei Maria da Penha vai pra cadeia. Por quê o magistrado não? Enquanto eu, e milhões de brasileiros ralam, trabalhando de sol a sol, doando o resultado de quase quatro meses por ano aos governos, por meio dos múltiplos impostos, esse cidadão e muitos e muitos outros desfrutam a ociosidade remunerada. Sem querer ferir o Poder Judiciário, gostaria de saber se alguma outra categoria no Serviço Público goza dessas vantagens, pois desconheço qualquer outro servidor público que, condenado por algum delito tenha sido ?premiado? com ACR, ou seja, aposentaria compulsória remunerada Esse País está precisando urgentemente de mudanças, principalmente no Eleitoral, Constitucional e no Judiciário, de Justiça mais justa, de direitos realmente igualitários e oportunidades reais para todos. Você, leitor amigo, já descobriu quem paga a conta? (*) É empresário ([email protected]).