Opinião
Reforma pol�tica
Como esta Gazeta informou, na edição de domingo último, a reforma política vem sendo um dos temas recorrentes no âmbito do Congresso Nacional há mais de uma década. Quem acompanha as notícias sobre política no País sabe que esta e outras informações publicadas numa das matérias especiais do nosso matutino no primeiro dia da semana procedem. E são do conhecimento dessas mesmas pessoas que, desde então, quase trezentos projetos foram discutidos pelos nossos congressistas. Todos tratando de mudanças no sistema eleitoral. Nenhum deles terminou com definições significativas. O assunto foi discutido no plenário da Câmara dos Deputados pela última vez em 2007, sem sucesso. No ano seguinte, justamente quando os eleitores brasileiros voltaram às urnas em mais uma batalha para a escolha de prefeitos e vereadores, o governo apareceu insistindo com as propostas de voto em lista, financiamento público de campanha e o fim das coligações nas eleições proporcionais. Mais uma vez a renovada preocupação acerca de novas alterações passa a constar na lista de projetos da maior importância para o futuro do País, que depende da aprovação desse mesmo Poder, como os novos valores do salário mínimo, a reforma tributária, o novo Código Florestal, bem como as Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), entre outras. O País necessita de discussões mais amplas, capazes de provocar o interesse dos diversos segmentos da sociedade civil organizada na busca do aperfeiçoamento e da melhor compreensão e aplicação das leis. Por maior rigor das regras sobre o uso do dinheiro público e outras formas de abusos em campanhas eleitorais. Contra a utilização de maneira deturpada da própria democracia. De todas estas e outras mazelas que terminam contribuindo para o surgimento de administrações causadoras de indicadores sociais e econômicos desalentadores.