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Ho Chi Minh e Dilma

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?A tempestade é uma boa oportunidade para o pinheiro mostrar sua força e sua estabilidade?. A frase é do comunista e líder vietnamita Ho Chi Minh, que, com coragem e determinação, lutou com armas para livrar seu país do colonialismo francês e depois do domínio dos Estados Unidos da América. Em sua posse, a ex-comunista Dilma jurou, entre outras coisas, compromissos com a independência do nosso país. Fazendo uma analogia entre Ho Chi Minh e Dilma, percebo que a nova presidente tem uma missão não menos gigantesca, qual seja, libertar nosso país dos inimigos internos. É bem verdade que Dilma recebe de Lula um país em crescimento econômico e gerando empregos, e isso, inegavelmente, é um dos promotores da liberdade. Mas, por outro lado, continuamos ostentando o troféu de um dos mais corruptos países do planeta. Dessa forma, ainda não podemos dizer que somos livres. Nesse aspecto, Dilma recebe a faixa presidencial sabendo que o cinismo grassa nos recônditos da alma política brasileira. Assim, para cumprir seu juramento, ela terá que liderar o tardio processo de aprimoramento da nossa democracia, pelo qual deverá assegurar plena liberdade às instituições fiscalizadoras e reguladoras do nosso país.São essas instituições, não a Presidente, que afastarão os maus políticos do nosso convívio. Noto, porém, que os anacrônicos acordos partidários, firmados para ganhar a eleição, poderão impedi-la de por em prática esses objetivos. Pelo menos de início, Dilma parece ter se rendido as tradicionais tempestades de fisiologismo da nossa política. De fato, passada a eleição presidencial, os partidos que a elegeram exigem em troca o seu quinhão. O diabo sempre cobra a conta, nada mais óbvio! E isso pode significar a entrega de ministérios e estatais a pessoas incompetentes e ávidas para continuarem enriquecendo à custa do suor do nosso trabalho. Nessas circunstâncias, os gastos desnecessários e os impostos tendem a aumentar e, o que é pior, sem perspectivas de serviços de boa qualidade. De sã consciência, alguém poderia dizer-me se essas coligações são necessárias à boa governabilidade? Claro que não são! Trata-se, na verdade, de conchavos políticos que transformaram o setor público numa grande colônia de interesses privados. Dilma, alguém terá que nos libertar democraticamente dos inimigos internos. Torço que você use a força do seu caráter para interromper esse processo de partilha político vil e mesquinho. A tarefa é homérica, presidente; própria para os grandes líderes. Que Deus a ilumine. (*) É contador.

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