Opinião
A den�ncia
A reportagem publicada por este matutino com contundentes e irrefutáveis denúncias de vendas ilegais de terras por assentados em assentamentos no Estado repercute. O esquema teria a participação de funcionário dos quadros do próprio Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os primeiros efeitos da referida matéria começaram a surgir no dia seguinte ao da sua publicação, com a direção do citado órgão federal em Alagoas anunciando a abertura de um processo administrativo e outras medidas imediatas, como o afastamento do funcionário que estaria entre as pessoas diretamente envolvidas com o esquema descoberto só recentemente na região de Murici, na zona da Mata e corajosamente denunciado em texto assinado por dois de nossos profissionais do jornalismo. Precisamos mais e urgentemente de decisões adotadas com a correta utilização das leis, para não termos de continuar convivendo com criminosos. Foram lotes conquistados depois de anos seguidos de lutas pelas justas posses de terras, dentro dos objetivos da reforma agrária. Os governos e demais poderes, desde os sediados na capital do País, também devem, em entendimentos com as lideranças desses mesmos movimentos, fazer com que não mais prosperem nessa área os interesses puramente eleitoreiros. Nem as ações de vandalismo por pessoas portando vários tipos de armas de destruição de bens públicos e particulares têm como seus principais e propagados objetivos as conquistas dos meios necessários de produção no campo. Especialmente a geração de renda e o aumento da produção, com a fixação do trabalhador rural nos sítios e fazendas no interior dos estados. Ampliando e diversificando a agricultura e a pecuária. Cuidando, principalmente, do cultivo e do comércio de alimentos cada vez mais encarecidos e de difícil aquisição.