Opinião
N�meros violentos
Documentos fundamentados na Pesquisa Nacional por Domícilios (PNDA) referente ao ano passado chamam a atenção, em forma de alerta, para o fato de que 47,2% dos brasileiros já declaram que se sentem inseguros no próprio País. A propósito, se considerarmos os indicadores mais recentes, envolvendo os últimos meses da administração estadual iniciada em 2007, finda em janeiro último e imediatamente continuada com os resultados das últimas eleições gerais, e as primeiras semanas da nova gestão até com mais de vinte assassinatos, a população alagoana já deve ser a mais temerosa do País com a quantidade de mortes violentas. Uma Carta de Formulação e Mobilização Política do Instituto Teotônio Vilela, sediado em São Paulo, e cuja denominação homenageia o pai do governador, apresenta aos filiados e simpatizantes do partido do nosso governante um estudo sobre o papel do Estado no combate ao crime e analisa as primeiras medidas anunciadas pelo novo governo federal. E propaga que São Paulo e Minas Gerais, dois dos nossos maiores Estados, que vinham e continuam sendo governados por colegas do mesmo partido do governador Teotonio Vilela, passaram a ?procedimentos que podem ser facilmente replicados em todo o País, com resultados palpáveis na redução da criminalidade. Sistemas de mapeamento do crime, que direcionam ações das polícias, têm levado a diminuições consideráveis nos índices de homicídio ? em São Paulo, por exemplo, a queda foi de 70% em 11 anos, trazendo o indicador para níveis internacionais. O caminho é este, sem mistificações?. Será que nem estratégias como estas que acabamos de mencionar não poderiam ter sido adotadas em nosso Estado, como parte das políticas de governo no combate aos assassinatos de milhares de pessoas, a maioria jovens, até nas portas de suas casas e escolas?