Opinião
Merenda escolar
As lideranças do Norte e Nordeste, desde as ligadas às administrações públicas, às atividades próprias dos legisladores, às entidades classistas e às associações comunitárias, devem atentar para estes números sobre a merenda escolar no País, ? de responsabilidade dos Estados e municípios, com apoio do governo federal ? apresentados ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Enquanto na média nacional, 59,5% da população classificam como boa a qualidade dos alimentos servidos nas escolas é boa, nas duas regiões citadas a maior parte das pessoas avalia o serviço como regular: 39,7% no Norte e 47% no Nordeste. Menos de 43% dos entrevistados acreditam que o impacto de programas de alimentação escolar sobre o desempenho dos alunos é bom ou muito bom e 17% acham que é ruim. Segundo a Folhaonline, que publicou os dados do Ipea, no Sul e no Centro-Oeste, mais de 70% dos entrevistados disseram que a qualidade dos alimentos oferecidos é boa. O Ipea também avaliou a percepção sobre a distribuição de livros didáticos, ação desconhecida pela maior parte (68%) do público. Entre os quesitos conservação, conteúdo, quantidade e qualidade dos exemplares, a avaliação mais baixa foi em relação ao primeiro item: 49% consideram o estado de conservação dos livros ruim ou regular. As obras distribuídas pelo PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), do MEC, são repostas após três anos de uso. Os novos governantes, desde a presidente Dilma aos governadores recém-eleitos e reeleitos, bem como os parlamentares, dos mais antigos aos novatos, nos Estados e nas duas casas do Congresso Nacional devem, o mais urgente possível, lutar pela melhoria da qualidade e o fim do abuso nos programas aqui citados. Sobretudo no que diz respeito à merenda escolar.