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Carnaval chega mais cedo

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Carnaval, do latim carnivale, considerado os dias próximos e anteriores à Quaresma, e principalmente os três dias antes da Quarta-feira de Cinzas. Em tempos passados, o chamado Sábado do Zé Pereira deixou de ser o primeiro sábado de carnaval. O chamamento de Momo é tamanho que o carnaval é antecedido com até mais de um mês, com ensaios, prévias e desfiles de blocos. A propósito do observado desvirtuamento do carnaval nordestino, como um todo e tendo como origem e prática a cidade do Recife, que vem se mantendo a todo custo, suas tradições, faz-se necessário que se transcreva o que diz Caldas Aulete no seu Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa: frevo ? ?efervescência de massa popular que canta e dança, como pelo carnaval pernambucano de ritmo sincopado, violento e frenético. Música com que se dança?. Oneyda Alvarenga, acrescenta que ?frevo é uma modalidade pernambucana de marcha, usada pela massa popular no carnaval do Recife?, surgido em 1909, segundo uns, em 1911, segundo outros. O conhecido historiador pernambucano Mario Melo, afirmou que ?o frevo nasceu da polca-marcha?. Sua coreografia é o passo e nela os dançarinos fazem maravilhosas arrojadas e de movimento elástico. Aqui em Maceió, tivemos um grande exemplo, o famoso passista Moleque Namorador. Particularizando o assunto, notabilizou-se o carnaval carioca dominado pelos clubes alegóricos que cederam lugar às escolas de samba, as quais se estenderam posteriormente à capital paulista. Alma do carnaval da Cidade Maravilhosa é o ritmo do samba que impera freneticamente na Avenida Sapucaí. Em Salvador, na Bahia, repetindo o frenesi carioca diferenciado pelo excesso dos requebras das escolas de samba e da introdução excessiva dos tais trios elétricos. Mergulhando um pouco no passado do frevo pernambucano, cuja música se celebrizou através de clubes de rua, como o Toureiros de Santo Antonio e o famoso Vassourinhas. Dizem que seus êmulos alagoanos foram Vassourinhas e Morcegos, e posteriormente, tivemos Pás Douradas, Vou Botar Fora, Cara Dura, Cavaleiros dos Montes, Tromba d?Água e, ainda hoje, o Vulcão Sai da Frente, valendo acentuar o grande número de blocos com seus participantes bem fantasiados. Ainda bem que um grupo de abnegados, da alegria contagiante, criou há uma década o já famoso e estimado Pinto da Madrugada, coirmão do Galo da Madrugada, do Recife, arrastando multidões de passistas, grandemente aplaudido, com a finalidade de não ser desvirtuado o carnaval de outrora dos alagoanos. Evoé Pinto da Madrugada. (*) É procurador de Estado aposentado e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.

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