Opinião
Combate � mis�ria
Apesar dos cortes orçamentários por iniciativa da administração federal iniciada em janeiro último, foi publicado ontem o decreto com o aumento dos valores do Bolsa Família em até 45,5%, como era esperado desde o anúncio feito pela presidente Dilma no dia anterior. O próprio governo admite que a erradicação da pobreza extrema no País (anunciado como sua principal meta) não será possível somente com o Bolsa Família ? que atende cerca de 50 milhões de pessoas espalhadas pelo País, com renda mensal per capita de até R$ 140 ? e outros programas de transferência de renda. Também ontem, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo informava que o plano apelidado de PAC da Miséria, não usará como critério para medir quem é miserável. Completava, dizendo que ?a ideia de que a pobreza é um ?fenômeno multidimensional? será um dos ?elementos centrais? do plano?. E que a renda como único mecanismo para a definição das chamadas ?linhas de pobreza? é alvo de discussão entre estudiosos. A propósito, em mensagem para o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, no ano passado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, observou que para o trabalho ser uma porta de saída para este problema, é necessário investir em políticas econômicas e sociais que estimulem a criação de vagas, promovam condições dignas para o exercício profissional e fortaleçam os sistemas de proteção social Avancemos com os debates, estudos e recursos financeiros, objetivando a implementação de políticas públicas eficazes, voltadas para a minimização dos efeitos da pobreza e da miséria em todas as regiões do País, começando pelas tradicionalmente detentoras dos piores indicadores nas áreas do ensino, da saúde, da moradia, do mercado de trabalho, entre outras. Na luta sem tréguas contra as enormes desigualdades.