Opinião
O espetacular carnaval Carioca
O carnaval é a maior festa popular do Brasil. Chegou ao nosso País influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa, sobretudo na França e Itália. Eram desfiles urbanos onde os foliões usavam máscaras e fantasias. No final do século 19 apareceram blocos, cordões e os famosos ?corsos? que se ampliaram no século 20. As pessoas fantasiavam-se, decoravam os seus automóveis e desfilavam pelas ruas. Deram início aos carros alegóricos típicos das atuais Escolas de Samba. Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música específica: Ô Abre Alas, ainda tocada e reverenciada. O carnaval de rua manteve suas tradições no Nordeste e adquiriu características próprias. Em Recife e Olinda o Frevo se consagrou. Já em Salvador os trios elétricos são embalados por cantores da região. Em Maceió o ?corso? e os bailes dos clubes tiveram anos de glória. Hoje, o Pinto da Madrugada agrega os foliões maceioenses num espetáculo alegre e colorido. O Brasil é a única Nação do mundo que paralisa, literalmente, quatro dias nesses festejos. A grande maioria dos países não comemora. Há alguns anos, passei o carnaval em New Orleans (EUA). É um belo espetáculo com arrojados carros alegóricos. Distribuem milhares de colares de contas douradas e coloridas com os presentes. Em 2 de outubro revi o de Veneza. Suas características são fantasias e máscaras luxuosas circulando pelas ruas. Nada, porém, se compara ao carnaval carioca. Digo, enfaticamente, que todo brasileiro deveria ter em seu ?curriculum vitae?: Desfilou nas Grandes Escolas do Rio. Vê-las é igualmente fascinante. Há anos, meu marido e eu fomos com um casal de amigos assisti-las. A princípio não consegui convencer o Cícero a desfilar. Apesar disso acreditava nessa possibilidade. Propus aos companheiros: Caso encontremos 4 fantasias, na mesma ala, compraremos, certo? Eles concordaram, acredito eu, não contando com essa hipótese. Imaginava, otimista que sou: Em milhares de pessoas alguém adoeceu ou perdeu o avião. Em um ginásio, na zona sul do Rio, encontravam-se as últimas fantasias à espera dos retardatários. Convenci a coordenação a nos ceder na condição de esperarmos até o fechamento. Lá estavam quatro maravilhosos trajes carnavalescos da Viradouro compatíveis conosco. Delirei de felicidade! Às 21h30, após a queima de fogos e de incontáveis foguetes, estávamos nós entrando no Sambódromo. Amamos! Foi algo inimaginável! Todos devem vivenciar essa indescritível experiência: O Carnaval Carioca! (*) É médica e empresária de turismo.