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A igreja e as mulheres

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Nesse mês em que se comemora ? próximo 8 ? o Dia Internacional da Mulher, permitam-nos refletir sobre o seu lugar na igreja. A mulher sempre foi presença marcante e determinante desde os tempos do ministério público de Jesus. A escritura nos apresenta um grupo de mulheres acompanhando o Mestre, e ajudando materialmente o seu grupo (cf. Lc 8, 1-3). Na igreja nascente, elas ocupam papel fundamental na difusão do Evangelho e na organização da vida das primeiras comunidades (cf. At 1,14). Através dos séculos da era cristã, são inúmeras as mulheres que colaboraram, sendo decisivas no rumo da igreja de Cristo. Sempre correndo o risco de cometer injustiça, citamos aqui três: a simplicidade sábia de Catarina de Sena, o espírito reformador de Tereza de Ávila, a doçura de Tereza de Jesus. Todas estas foram declaradas doutoras da fé por terem formado verdadeiras escolas de espiritualidade dentro do Cristianismo. E há tantas outras não menos fundamentais nesses 2010 anos de fé. Há quem acuse (fora e dentro da instituição) a igreja de machismo por não conceder às mulheres o acesso às ordens sagradas ? seguindo a tradição apostólica, a participação no ministério ordenado é reservada aos homens. Tal acusação fundamenta-se numa errônea concepção de Igreja. Na igreja, há diversas formas de servir, dentre elas há o ministério ordenado ? bispos, padres e diáconos. Este está em função dos leigos. Pastorear (no caso dos diáconos, ministrar) o povo de Deus é um serviço, cuja finalidade é guardar a fé, anunciar a Palavra, santificar pelos sacramentos, e ter solicitude pelos mais pobres. Outra forma de servir são os diversos ministérios extraordinários, as inúmeras congregações religiosas ? freiras, frades, monges, monjas, irmãos e irmãs ? que dedicam a sua vida também a servir numa forma específica seja na educação, na saúde, trabalhando com os mais pobres. Há, enfim, o incontável número de leigos e leigas dedicados a animar a vida de nossas comunidades paroquiais, urbanas e rurais. Tudo é igreja, tudo é serviço. Quem acusa a igreja de machismo, na verdade concebe o sacerdócio como um poder e uma via de ascensão, o único caminho de ser igreja de forma plena. Mas como vimos, há uma diversidade de ministérios. E neles as mulheres são uma presença viva e marcante. Por isso suas vozes serão sempre escutadas e sua dignidade sempre defendida. A todas as mulheres que ajudam a construir e propagar a fé, dando testemunho do Evangelho de Cristo no mundo de hoje, os nossos parabéns. Plagiando a cantora e compositora Ana Carolina: vocês são bambas! (*) É diácono ([email protected]).

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