loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

77 anos da Gazeta

Ouvir
Compartilhar

Este ano será comemorado o centenário de nascimento do saudoso senador Arnon de Mello. Ele nasceu em 19 de setembro de 1911, no engenho Cachoeirinha, de seu pai Manuel Afonso Calheiros de Mello e Lúcia de Farias Melo. O casal teve 11 filhos, sendo Arnon o nono. A propriedade, atualmente, faz parte do Município de Rio Largo. Arnon de Mello viveu uma infância feliz, convivendo com a natureza, sentindo as belezas que lhe contornavam como o canavial, o banho de bica, as rezadeiras, a feira, as histórias de fantasmas e o gosto do mel do engenho. Um dia seu pai resolveu mudar-se para Maceió. Arnon, com seus 14 anos conheceu pessoalmente Luiz Magalhães da Silveira, fundador e diretor do Jornal de Alagoas. Atraído por sua simpatia e inteligência Luiz Silveira o colocou em seu jornal como agenciador de assinaturas. E ele cumpriu muito bem essa missão. E demonstrou grande tendência para o jornalismo, convivendo todos os dias com o pessoal do jornal. No colégio onde estudava criou um jornalzinho estudantil chamado OECO. Luiz Silveira, entusiasmado com os seus dons literários tão precoces, o convidou para ser revisor dos artigos literários que eram colocados no jornal. E quem escrevia para o jornal? Não menos do que grandes figuras literárias como Graciliano Ramos e Jorge de Lima. E Arnon não parou. Quando as pessoas lutam por um sonho, o sacrifício do dia a dia torna-se mais leve, porque não trabalham apenas para a sobrevivência mas por algo que lhes traga um sentido à vida. Foi o caso de Arnon de Mello. Graças a sua inteligência, ao seu dinamismo, a sua simpatia, foi convidado para ser repórter do referido jornal, já agora em sede nova na Rua da Boa Vista. Seu sucesso não parou. Terminou sendo seu primeiro diretor-geral em 1936, assim que esse órgão de imprensa passou a pertencer a cadeia dos Diários Associados de Assis Chateaubriand. Fez brilhantes reportagens sobre Alagoas e o Brasil. Foi, então, convidado para trabalhar no Diário de Notícias do Rio de Janeiro, onde logo ganhou grande prestígio. Aproveitou sua permanência no Rio e fez o curso de Direito na Universidade do Brasil. Entrou para a Academia Alagoana de Letras em 1945. Casou-se com d. Leda em Lisboa, uma das filhas do jornalista Lindolfo Collor, d. Leda foi um anjo em sua vida. Mulher inteligentíssima, de uma finura incomparável, realizou muito pela cultura de Alagoas quando Arnon foi governador. A Gazeta de Alagoas saiu às ruas de Maceió pela primeira vez em 1934, no mês de fevereiro, por iniciativa do jornalista Luiz Silveira. Arnon de Mello, na época, tornou-se um dos seus colaboradores como correspondente no Rio de Janeiro. Na segunda entrada do século 20 o novo diário da Rua do Comércio não mais pertencia a Luiz Silveira. Uma nova era começou para o Jornal Gazeta de Alagoas em 1952, quando passou a pertencer ao jornalista Arnon de Mello. Atualmente Ana Luiza e Fernando Collor comandam um verdadeiro pelotão de jornalistas, radialistas e funcionários, todos unidos pelas mãos e pelo coração, dando a esta Empresa a maior contribuição. Luiz Amorim, seu grandioso diretor executivo, cumpre a sua missão de forma notável assim como os demais responsáveis pelos vários setores. E meu amigo Carlos Mendonça, através do Instituto Arnon de Mello, zela pela parte cultural da Empresa definindo programas que ajudem a população a ser mais sábia. . Que a nossa querida Gazeta continue colecionando vitórias e atravessando gerações. (*) É médico ([email protected]).

Relacionadas