Opinião
De mal a pior
Poucos dias antes de o carnaval deste ano começar, as pessoas já tinham conhecimento no País e fora dele, de um estudo, com dados de 2008, divulgado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça, da ascensão de Alagoas, para tristeza e vergonha de seu povo, ao pódio dos Estados brasileiros mais violentos, com uma taxa de 60,3 homicídios para cada 100 mil habitantes. Em dez anos, contando de 1998, Alagoas saltou do 11º lugar para o 1º no ranking. Esta época do ano, mesmo com os festejos acontecendo em data não fixas, as palavras mais mencionadas, começando pelos sambas, marchas e frevos, são alegria, paz e amor. Mas raros têm sido os anos em que, nas ruas, nas casas residenciais ou de festas, nos clubes ou nas praias, as pessoas tenham motivos para comemorações de carnavais sem perdas humanas por delitos violentos. Só no carnaval deste ano, em nosso Estado, foram registrados mais de trinta a assassinatos. Até neste aspecto, verificamos uma superação negativa, em relação aos anos anteriores, incluindo 2010. Nem a exposição, pelos veículos noticiosos, País a afora, da imagem do Estado, novamente de forma negativa devido ao verdadeiro clima de guerra civil, com assassinatos, em escala crescente, de seres humanos, a maioria adolescentes e adultos ainda bastante jovens, na capital e no interior do Estado, em índices mais assustadores nos últimos cinco anos, serviu ainda para a tomada de decisões adequadas para o fim da onda de insegurança instalada em todas as regiões do Estado. Propagou-se que, neste ano, mais de 10 mil homens ? 7 mil da Polícia Militar e cerca de 3 mil da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, e de outras equipes de apoio estiveram à disposição da população em operações realizadas durante o carnaval. Como explicar o aumento do número de homicídios em relação a 2010, por exemplo?