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Opinião

Quem vai pagar a conta?

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Empresários e empreendedores vislumbram e realizam em regiões por vezes com pouco desenvolvimento e muito carentes, grandes oportunidades de investimentos em negócios das mais variadas naturezas; a reboque a geração de emprego e renda, o desenvolvimento da região e a consequente melhoria da qualidade de vida da população. É triste, no entanto, a constatação na grande maioria das vezes, do descaso do Estado naquilo que se espera como contribuição ou contrapartida mínima com investimentos em infraestrutura básica como saneamento, rodovias, abastecimento de água e energia elétrica. Mais grave ainda, pode ser observado em regiões mais afastadas, como é o caso do Litoral Norte do nosso Estado, em especial as cidades de Maragogi e Japaratinga, hoje consideradas como sendo o segundo polo turístico de Alagoas. Só como exemplo, a subestação de energia localizada na cidade de Maragogi foi construída há mais de 20 anos, e sem investimentos que pudessem acompanhar o crescimento da região, encontra-se completamente estrangulada na sua capacidade de abastecimento. Surtos recorrentes de queda e religamentos, sobrecarga e falta de energia por horas a fio, comprometem de forma danosa os empreendimentos, seja na qualidade da prestação de serviços, queima de equipamentos e principalmente na frustração e na percepção negativa daqueles que nos visitam, os turistas. Além disto, os contratos de fornecimento de energia são absolutamente ?leoninos?, onde pagamos, além de tarifas elevadíssimas, pesadas multas por eventuais excessos de consumo, não havendo no entanto, qualquer tipo de penalidade por falhas cometidas pela companhia energética. Ir à esfera judicial em busca de direitos é uma luta inglória; provar que se perdeu um determinado equipamento ou comprometeu seu tempo de vida útil, é o mesmo que discutir o sexo dos anjos, tamanha a dificuldade de se ?provar? as causas, além ainda, do interminável tempo que os processos tramitam pelas diversas esferas da justiça. Enfim, quem termina pagando a conta somos nós, ?os consumidores?. (*) É profissional do ramo de Hotelaria.

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