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Al�m da queda, coice

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Nem bem começou a dimensionar suas perdas humanas e materiais, o Japão vive o drama de, literalmente, conviver com uma bomba de pavio curto. Enquanto tremores de (felizmente) menor intensidade continuam a causar apreensão aos japoneses, as usinas atômicas danificadas pelo tsunami seguem como área de grande risco. Das usinas nucleares afetadas, três (Onagawa, Tokai e Fukushima Daini) estão registrando avanços positivos no controle da situação, mas numa outra, Fukushima Daiichi, a situação é preocupante. Em alguns pontos dessa instalação atômica, a radiação medida alcança 400 vezes a quantidade permitida. O grande temor é o derretimento do núcleo de algum dos reatores avariados. O Japão é vitima, desde tempos imemoriais, de terremotos e de suas consequências. E a memória recente mantêm viva a lembrança terrível das duas bombas atômicas ali lançadas em 1945. E todo mundo, atento e apreensivo, acompanha os riscos atômicos vividos pelos japoneses. Atenção e apreensão mais que procedentes, pois dificilmente todo o mundo terá de, mais cedo ou mais tarde, apelar para a geração atômica de energia. Exemplo de organização, disciplina e prevenção, a tecnologia japonesa está chamada a, mais uma vez, dar respostas sob uma grande tensão. Essas respostas serão fundamentais para todo o globo, pois apontarão para um futuro imediato que se descortina para qualquer país que almeje o desenvolvimento. Usinas atômicas são, sim, fatores de alto risco. Chernobil está aí para não nos deixar esquecer disso. Os reatores nipônicos, hoje, sob grave perigo, reafirmam a necessidade de se avançar ainda mais, e muito mais rápido, na segurança dessas instalações. Neste quesito, nuclear, o mundo torce pelo Japão e por si próprio, pois o futuro energético está em jogo.

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