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Opinião

A onda de viol�ncia

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Aumentam os temores da população alagoana, já em proporções sem precedentes na história do Estado, em relação à criminalidade. A situação beira o caos, uma vez que também cresce a quantidade de famílias deixando suas casas na periferia de Maceió pelo fato de bairros inteiros estarem desprotegidos e sob o controle dos bandidos. Existem até comunidades na Grande Maceió, como as dos loteamentos Santa Teresa e Cidade Jardim, em Rio Largo, que, apavoradas com a onda de violência e revoltadas com a falta de policiamento, conforme informamos ontem, estão dispostas a fazer justiça por conta própria. Só nessa área, segundo os moradores, aconteceram 90 assaltos à mão armada nos últimos 30 dias. Nos últimos anos, a imprensa passou a registrar até mais de 20 assassinatos por semana no território alagoano. Só no mês passado o Instituto Médico Legal (IML) em Maceió recebeu 58 corpos de vítimas de homicídio. Em 2000 já aparecíamos como o segundo Estado mais violento do Nordeste - atrás apenas de Pernambuco, e em 11o no País, com 46,5 homicídios na população de 15 a 24 anos por grupo de 100 mil habitantes. E a nossa principal cidade ocupava a sétima posição entre as demais capitais brasileiras também pelo mesmo motivo. Enquanto isso, a população aguarda as providências do governo do Estado com vistas à melhoria do policiamento ostensivo, à modernização das polícias fardada e à paisana, e a evitar o agravamento dos efeitos das sucessivas greves desta última, o banditismo impera e torna-se cada vez mais ousado. Somente os crescentes gastos públicos com atendimentos hospitalar e ambulatorial a portadores de ferimentos causados por arma de fogo mostram a necessidade de investimentos maiores e urgentes na área social contra as diversas causas da violência e para eliminar, efetivamente, os problemas dos órgãos do setor de segurança pública. Entre estes últimos, destacamos os relacionados aos salários, aos ligados às precárias condições de trabalho e de funcionamento das repartições que se encontram em situação deplorável. A exemplo do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió e várias delegacias da Capital e Interior. Não podemos é continuar refém do banditismo. Com crianças, jovens e adultos cada vez mais amedrontados.

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