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Opinião

Esperan�as globais

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Continua chamando a atenção de todo o mundo a tensão nuclear vivida pelo Japão. Mutilado, em 1945, pela explosão das duas únicas bombas atômicas lançadas como ação de guerra, o país do sol nascente provavelmente sofre ainda mais que outros poderiam sofrer frente à horrorosa perspectiva de um desastre nuclear. Mas, com sua alta capacidade de reação e disciplina típicas de sua população, está dando exemplos de coragem e organização no enfrentamento de tão grave crise. E, insistindo no mesmo tema aqui já abordado, o mundo civilizado torce para que sejam resolvidos o mais rapidamente possível os problemas das usinas atômicas japonesas afetadas pelo terremoto e pelo tsunami. Este é maior teste pelo qual passa o sistema de geração de energia atômica. O primeiro grande desastre, acontecido em Chernobyl, de certa forma, pegou o mundo desprotegido. Naquela ocasião, explicam os experts ?a explosão expôs o núcleo do reator ao ar. Por vários dias, seguiu-se um incêndio que lançou na atmosfera nuvens de fumaça carregadas de conteúdo radioativo?. A população em torno do sinistro não teve tempo sequer de correr e o governo russo, imobilizado por suas crises políticas de fim do regime soviético, conseguiu ser ainda mais lento e burocrático, o que dificultou a eficiência na mitigação dos efeitos. Nos dias em curso, a delicada realidade dos reatores danificados está sendo melhor administrada. E, até o momento em que este comentário está sendo escrito, apesar de todas as intempéries, o pior não aconteceu. Isto demonstra o quanto se avançou em termos de segurança nas unidades geradores de energia nuclear, pois esses reatores estiveram na crista da onda de um terremoto que alcançou o grau máximo na escala Richter (seguido de uma tsunami devastadora). Esperançoso, o mundo continua a torcer pelo Japão.

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