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Os criminalistas

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Os criminalistas pertencem a um dos ramos mais empolgantes do direito. Possuem características que os diferenciam das demais especialidades das ciências jurídicas. Além do domínio da área penal,devem cultivar conhecimentos humanistas e serem fervorosos amantes da liberdade. A linguagem, a coragem e a visão dos comportamentos humanos, são importantes instrumentos na prática do seu ofício. Ao defenderem casos polêmicos e rumorosos ganham notoriedade, mas as repercussões processuais ensejam adversidades. A tribuna é o grande espaço de suas teses, de seus momentos de glória e de seus pecados. Trabalham com os dramas humanos, se alimentam das emoções e necessitam de serenidade para desenvolver as estratégias de suas defesas. O advogado criminal defende o cliente dentro da lei e não faz a apologia do crime, argumenta Roque de Brito Alves. O Código de Éticada Ordem Nacional dos Advogados, e seus Estatutos, afirmam ser dever do advogado assumir a defesa criminal, sem receio de gerar impopularidade ou desagradar a ninguém. A Constituição brasileira estabelece ser inviolável o exercício da profissão do advogado. Defensor dos direitos fundamentais deve zelar pelo princípio da dignidade humana e se colocar ao lado dos valores éticos. Inúmeros registros marcam sua presença na vida nacional. No foro criminal, na tribuna do júri, nos processos políticos, nos trabalhos acadêmicos, nas causas libertárias. Muitos ascenderam aos Tribunais Superiores,outros exerceram cargos relevantes da Administração Pública,notadamente no Ministério da Justiça. Os instantes mais vigorosos de sua vocação pertencem aos cenários dos grandes julgamentos. Nos quais,pontificam os sentimentos que realçam sua missão e as motivações que inspiram e excitam a sua inteligência. Nesse espaço, se consolida a identificação de seu espírito e de suas qualidades pessoais. Resplandece a arte do convencimento e a vibração dos debates forenses. Território da criação, das citações e das reflexões empolgantes. Nos tempos modernos não vingam os rasgos dramáticos mas a exposição objetiva, lógica, a análise precisa como dizem os franceses ? l´argentcomptant?. Somente a eloquência erguida com brilho e equilíbrio convence os julgadores. Nelson Hungria ao prefaciar o livro das defesas penais do festejado advogado e tribuno Romeiro Neto,negou o estilo teatral e exaltou a técnica de saber tirar ao cristal dos textos legais, inesperadas e comoventes ressonâncias.. (*) É advogado.

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