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Opinião

Sa�de abalada

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Novamente, a questão salarial contrapõe servidores e governo do Estado. Mesmo antes das paralisações anunciadas serem iniciadas, o único resultado garantido é o prejuízo da população. No caso em tela, movimentam-se servidores da área da Saúde, um dos segmentos estratégicos para toda a sociedade. Independente dos movimentos salariais, deixam a desejar os serviços prestados nessa área essencial à vida. Mesmo precários, mesmo com pacientes estendidos pelos corredores e do espalhamento de enormes filas de candidatos a uma consulta, a realidade é bem menos dramática que quando das greves. Aí a coisa complica de fato. Segundo o dito pelos sindicatos essa primeira mobilização da safra grevista de 2011 será de advertência, com começo e fim da paralisação previamente definido. Menos pior, pois o mais cruel dos mundos é quando o cidadão, que não dispõe de outra alternativa para o atendimento médico, não tem nenhuma ideia de quando esses serviços serão retomados. Mobilizações passadas renderam poucos dividendos aos grevistas, daí o acúmulo dos justificados ressentimentos pecuniários. Em tal situação, novos embates foram (e serão) praticamente incontornáveis. Para a população, indefesa frente à quebra de braço entre governo e sindicatos, resta torcer para algum tipo de acordo que abrevie o sofrimento dos usuários do sistema público de saúde. Por tempo determinado ou indeterminado, a greve, no fim da pendenga governo e sindicalistas se acertam, nem as reivindicações sindicais são plenamente atendidas e nenhuma hora de trabalho não trabalhada será descontada, nem as multas determinadas pela Justiça serão cobradas. No fim desse confronto, nem governo nem sindicatos obterão vitórias ou derrotas significativas, ajeitar-se-ão. O povo, com seu sofrimento, pagará a conta.

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