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Opinião

O renascer da rosa brasileira

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Povo sofrido que jamais ?entrega os pontos?. A alta densidade demográfica e escassos recursos naturais exigem do povo japonês um grande respeito pela natureza e a valorização de cada metro quadrado do solo. A aventura da segunda guerra mundial que culminou na morte de grande parte da população do Japão, não minou o moral e a capacidade de resistência e trabalho de um povo que cultua a decência e a integridade como os mais altos princípios de vida. Reconstruído totalmente, o país ocupa o terceiro lugar dentre as maiores economias do mundo, superado recentemente pela China, após a destruição do parque industrial e recursos humanos há sessenta e seis anos. Ausente de fundamento científico o mito de que seria um povo mais inteligente, ? nenhum estudo o comprova ? prevalece o culto à honra, à honestidade e, em conseqüência, o mérito como princípios que sobrepujam todos os demais valores considerados no ocidente. O poema ?Rosa de Hiroshima?, lançado em 1974, ao vivo no Maracanãzinho, pelo Grupo Secos e Molhados que tinha Ney Matogrosso como atração principal, faz menção às conseqüências da primeira bomba atômica (apelidada de Little Boy) usada como arma de guerra em 1945 pelos Estados Unidos, matando aproximadamente 140.000 pessoas, excluindo aquelas que faleceram posteriormente em razão da radiação. Em tempo de paz a temível radiação emanada da usina de Fukushima ameaça provocar sérios danos à saúde, em razão do vazamento de combustível nuclear causado pelo último tremor. O brutal terremoto, seguido de Tsunami que destruiu algumas cidades do litoral norte japonês mostra resultado parecido com o ataque nuclear que encerrou a segunda grande guerra. Há mais de duas décadas já era esperado um tremor de alta magnitude, mas não com as conseqüências observadas, porquanto as medidas de prevenção adotadas são as mais eficazes do mundo, tendo em vista que 20% dos terremotos acontecem naquele país. Certo é que esse povo valente verá brotar a Rosa com a cor e o perfume que lhe será dada com o trabalho e espírito de superação. Talvez o sofrimento da guerra e acidentes da natureza, dos quais, felizmente, os brasileiros não foram vítimas, são causas cujas ausências deixaram de imprimir em nossas almas o amor à pátria, valor fundamental e raiz de outros igualmente importantes. Toda conquista obtida por nosso país, até mesmo a independência de Portugal, não foi paga com o custo de cujo benefício usufruímos. Um país dessa magnitude, com as riquezas naturais e humanas disponíveis, vale muito mais do que a quantia paga à obtenção do status atual. O nosso querido Brasil, para pesar de muitos, conta com os nossos ?colaboracionistas?. E quem são eles? São os que votam por um par de sapatos (e os compradores desses votos), os que fraudam concursos públicos, enfim, aqueles a quem não interessam um país que premie os que de fato têm no mérito um valor que deva ser reconhecido e posto no alto do podium. É com espírito ansioso por melhores dias que esperamos, nunca desistindo da luta, que a destruição causada pelos colaboracionistas tupiniquins seja reparada no menor espaço de tempo possível.Certamente, com isso, a nossa Rosa estúpida e inválida moralmente, reflorescerá sensata e proba. (*) É juiz de Direito em Maceió.

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