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Nº 5710
Opinião

Em defesa das �guas

São das melhores as expectativas com a presença de Alagoas entre os Estados que têm representantes dos poderes públicos e da sociedade civil, democraticamente eleitos, no Comitê do Rio São Francisco. E tem tudo para dar certo a continuidade da luta que v

Por | Edição do dia 13/09/2002 - Matéria atualizada em 13/09/2002 às 00h00

São das melhores as expectativas com a presença de Alagoas entre os Estados que têm representantes dos poderes públicos e da sociedade civil, democraticamente eleitos, no Comitê do Rio São Francisco. E tem tudo para dar certo a continuidade da luta que vem sendo desenvolvida, já há bastante tempo e de forma consciente, em defesa do “Velho Chico”. Como bem disse o prefeito Inácio Loyola, de Piranhas, como porta-voz dos municípios alagoanos junto ao novo órgão, lutar pela preservação e revitalização do rio que ele chamou de maior dádiva da Natureza para o Nor-deste do país é uma questão de amor. É assim que os movimentos em prol do bem comum devem ser deflagrados e conduzidos. E quanto mais eles reúnam forças mais fácil será a sua caminhada rumo ao bom êxito. Foi dos prefeitos, principalmente das cidades ribeirinhas como Piranhas; das entidades de trabalhadores, de empresas, da sociedade civil, do Ministério Público, que partiram as primeiras iniciativas contrárias ao projeto de transposição das águas do São Francisco e em defesa da sua revitalização. E que logo tiveram o apoio das câmaras municipais, das assembléias legislativas, dos governos de alguns Estados e de um grupo de parlamentares no Congresso Nacional. O movimento em prol do “Rio da Unidade Nacional” cresce justamente quando as pessoas devem voltar suas atenções para a importância da gestão da água. Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) adverte, em relação à água, que o mundo inteiro deve se preparar para o desafio que aguarda a humanidade num futuro próximo. Em estudo divulgado recentemente, ela mostrou que “mais de 2 bilhões de pessoas sofrem com a escassez do líquido essencial para a vida. Em 2025, o número deve saltar para 4 bilhões, o equivalente a 50% da população mundial”. E segundo declarou, há poucos dias, à Folha de São Paulo, o especialista em recursos hídricos do Instituto de Estudos Avançados da USP, Aldo Rebouças, de toda a água da Terra, 97,5% estão no oceano; 70% da água doce estão congeladas na Antártida e na Groelândia. E o que sobra para o consumo humano está ameaçado pelo uso excessivo, pelo desperdício e pela poluição.

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