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Dilma e os 73%

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Inegavelmente, a recente pesquisa do Ibope conferiu à presidente da República uma considerável vitória política pessoal, ao auferir uma aprovação popular superior, em idêntico período governamental, a seus dois antecessores imediatos. Projetada às vésperas da campanha presidencial, Dilma Rousseff venceu, em dois turnos consecutivos, adversários muito mais experientes que ela, que disputou, pela vez primeira, uma eleição. Seu triunfo foi, com certa razão, creditada a Lula, responsável pelo lançamento de seu nome e seu principal cabo eleitoral. Sem razão, mas movidas pelas paixões típicas do processo, vozes adversárias não perderam tempo em ir mais além, rotulando-a de ?fantoche? política do operário que se tornou o presidente da República mais popular até então. Esqueciam-se os críticos da longa e sofrida experiência da militante, da vivência da administradora pública; esqueceram-se da sapiência feminina. Tais fatores precisam ser levados em consideração, numa análise séria, como contrapontos à evidente inexperiência eleitoral da então candidata. O resultado das urnas provou que a superficialidade e passionalidade da crítica de nada serve. O resultado da pesquisa do Ibope reafirmou o erro dos opositores empedernidos que teimam em menosprezar a capacidade política e de gestão de Dilma Rousseff. Mas este mesmo resultado traz em si, além do aplauso popular à presidente, um alerta: cuidado, muita atenção aos anseios e esperanças do povo e muito mais cuidados e atenções para lidar com as armadilhas e ciúmes típicos da batalha política. A guerra da política não perdoa o sucesso, pelo contrário: o sucesso atiça os sentimentos contrários, estimula ainda mais quem aprecia o jogo baixo. A presidente da República Dilma Rousseff precisará de ainda mais firmeza, mais alianças, mais ousadia em manter o País no rumo certo. 73% dos brasileiros apostam nisso, e essas esperanças massivas não podem ser frustradas.

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