loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

As empresas e as mudan�as

Ouvir
Compartilhar

A organização contemporânea está apoiada em duas ideias fundamentais: sobrevivência e perpetuação. Por sobrevivência, entenda-se competência. A perpetuação, razão final de toda organização, é a competência continuada. Então, buscar a qualificação permanentemente, ter permanentemente a competência como fim e como meio, como produto e como processo, é impositivo de percepção e de ação. A competência tem compromisso absoluto com mudanças, de que são instrumentos a ousadia e a criatividade. E é limitado pensar-se que hoje é tempo de mudanças: o mundo sempre esteve em mudanças. Apenas, este é um tempo sob velocidade de mudanças. Saber para ser. Saber para transformar. Então, é fundamental estar à frente das mudanças. Mudança é crise. Crise é oportunidade. Nenhum dia é igual a outro. É imprescindível ser outro a cada dia. Mudança significa responsabilidade e crescimento, impõe dizer não às formas permanentes de ser e de estar, aparentemente tão confortáveis como os líquidos maternos. O submeter-se apenas é destrutivo. Os compromissos com a mudança exigem que a organização considere a todos como principais. Se todos não estão, mais que envolvidos, comprometidos, se não estão olhando para a mesma direção ou, ao menos, para direções muito próximas, não há alternativas possíveis. Sócrates ensina que a unidade é o grande bem. O grande mal, a discórdia. A empresa somos todos nós, uma única pessoa, alma única em corpo único. Se a empresa não está atenta a esta nova ordem, a de ser outra a cada dia, perde a sua competência e compromete a sua sobrevivência. Não cabe a luta pelo espaço, a luta pelo poder, se a nossa empresa é o espaço de todos nós, a soma de todo o nosso poder, o produto de toda a nossa competência e de todo o nosso entusiasmo. Não sobreviveremos enquanto organização se não mudarmos. Mas não bastam as mudanças de processos se as pessoas não estão preparadas para mudanças. Mudança não significa você desejar que os outros mudem. Mudança significa você dizer não a você. Naturalmente, as instituições de ensino superior têm papel determinante nesta ordem sob velocidade de mudanças, impondo quebra de paradigmas em seus projetos pedagógicos. É absolutamente decisivo neste processo um novo professor com capacidade de abrir novas janelas para o mundo, trabalhando para a formação de um novo aluno-cidadão, profissional capacitado para aprender sempre em ambiente sob inovação com qualidade: gente ensinando gente, aprendendo sempre. Eis o desafio extraordinário a que estão submetidas as instituições de ensino superior: que profissional o mercado demandará em 4-5 anos, período médio de realização de cursos de graduação? Como preparar profissionais para um mercado sobre o qual nada se sabe hoje? Sêneca ensina que para quem não sabe aonde ir todos os caminhos levam a parte alguma. Mais que sempre, as instituições de ensino superior precisam estar preparadas para seus compromissos com o saber de transformação. (*) É diretor-geral da Estácio de Alagoas.

Relacionadas