Opinião
A��o pr�-atraso
Não existe possibilidade de desenvolvimento, mui especialmente em sua versão sustentável, sem fartura na oferta de energia. Este é o alimento básico para o crescimento econômico e, principalmente, para a distribuição de renda. E como reafirmaria Milton Friedman, ?não existe almoço grátis?. Para tudo existe um preço, não há dúvida. Até a energia que ?cai do céu? tem seu preço, pois aproveitá-la é mais das vezes muito mais dispendioso que as demais opções (sem paixões ambientalistas, é demasiadamente alto, e insustentável, o preço para utilização das fontes energéticas do tipo solar, eólica e outros ícones ecológicos) como a hidrelétrica. O Brasil precisa, desde anteontem, de muito mais disponibilidade energética. E ainda hoje, patina na ampliação de seu parque produtor de energia. Os obstáculos interpostos a novos e essenciais projetos como a hidrelétrica Belo Monte são verdadeiros atentados contra a sustentabilidade do desenvolvimento brasileiro. Ironicamente, os argumentos ambientalistas são largamente usados em defesa da insustentabilidade. A recente intervenção da OEA, inopinada e indevida, tenta impor, no grito, a interrupção de um projeto vital para o progresso brasileiro. A Organização dos Estados Americanos teve a arrogância imperial de determinar a ?suspensão imediata? dos encaminhamentos práticos para a obra da hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingu (Pará). O Itamaraty se declarou ?perplexo?, mas o caso, em verdade, exige mais que indignação, exige reafirmação da soberania nacional brasileira. Além, é claro, de garantir as medidas ambientais necessárias para que esta obra seja realizada com eficiência e segurança. Será pura estupidez e pusilanimidade não reagir a uma inusitada tentativa de interromper a implantação de um projeto estratégico aquiescendo a argumentos puramente ideológicos, jogando no lixo todos os estudos e consultas (às comunidades afetadas) realizadas até agora.