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Sustentabilidade X fraternidade

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?Contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do problema do aquecimento global e das mudanças climáticas e motivá-las a participar de ações que visam a enfrentar o problema e trabalhar para preservar a vida no planeta? ? é o objetivo da Campanha da Fraternidade, que a Conferência dos Bispos está promovendo nesta Quaresma. Diz o secretário geral da CNBB, dom Dimas Barbosa: ?A fé nos torna específicos numa discussão como esta.? Ele quer dizer que vemos o problema da conservação da criação, saída das mãos de Deus, à luz da nossa crença no Deus Criador e não apenas como algo técnico, reservado aos especialistas. Todos nós devemos poupar a água que bebemos e usamos para higiene pessoal e limpeza dos objetos. Devemos tratar adequadamente o lixo, que produzimos diariamente em nossas residências. Quanto estiver ao nosso alcance, evitar ou diminuir a emissão dos gazes que poluem a atmosfera. Poupar as árvores, a plantação, o verde, a vida de nosso planeta, a Terra, que é a nossa casa. É a casa que nosso Pai Criador nos deu para usá-la e dela usufruirmos. A água cobre 70% da superfície da Terra. Calcula-se que, circulando por mares, rios, lagos, pântanos e nuvens, o planeta disponha de 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água. A quantidade da água é sempre a mesma. Ela evapora dos mares e rios, transpira da vegetação, vai para as nuvens e retorna na forma de chuva. Mas o problema é que, apropriada para o consumo humano, são apenas 2,5% desse total. Nós, brasileiros, devemos ter consciência de que somos privilegiados na posse de água doce, com que oDeus criador enriqueceu nosso país. O Brasil dispõe de 12% de toda a água superficial do planeta, mas 70% da água que temos disponível está na Bacia Amazônica, região menos habitada de nosso país. Nesta Campanha da Fraternidade ? e não só nela ? vamos fazer algumas ações práticas para contribuir na sustentabilidade de nosso planeta. Por exemplo: substituir sacolas de plástico pelas de papel; contribuir com iniciativas de reciclagem do lixo; economizar papel, não fazendo cópias desnecessárias; poupar a energia elétrica, apagando luzes acesas, desligando equipamentos que estão em stand-by, porque continuam gastando energia; desligar o chuveiro enquanto se ensaboa; economizar o mais possível a água, seja a potável seja a de limpeza; não colocar pilhas usadas na lixeira comum, mas procurar lixo especial nos supermercados e shopping centers. E assim por diante. Sustentabilidade é garantir a prosperidade com a qualidade de vida, que assegure a felicidade desta e das futuras gerações, cuidando dos recursos naturais do planeta. E é a fraternidade que nos leva a preocupar-nos também com as próximas gerações. (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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