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Opinião

Horror no Rio

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Numa horrenda comprovação de que o mal tende a ser copiado com trágico sucesso, uma das barbaridades recorrentes nos Estados Unidos fez sua estreia no Brasil, com o assassinato em massa de crianças dentro de escolas. Enlouquecido, o assassino chacinou 12 crianças e deixou mais 13 feridas numa fatal e rápida incursão contra a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Rio. Mais uma tragédia nacional. Quando se tenta analisar tragédias semelhantes acontecidas com assustadora recorrência nos Estados Unidos, um dos elementos mais concentradores de cíticas é a legislação americana permissiva no tocando a compra e ao porte de armas de fogo. No Brasil, as normas legais são diametralmente opostas e adquirir e/ou portar armamento é (formalmente) crime ?inafiançável?. Este é um dos pontos a considerar numa análise sobre o crescimento dos índices de violência no Brasi e, mui particularmente, nas indispensáveis tentativas de avaliação sobre esta terrível ocorrência na escola carioca. O fato é que a legislação brasileira sobre o desarmamento, apesar da badalação cívica, tem se demonstrado inócua, figurando, apesar do relativo pouco tempo de aplicação, uma lei morta (ou assassinada). O ensandecido de Realengo, além de dois revólveres (reciclados) estava equipado com fartíssima munição e equipamentos facilitadores da recarga dos tambores. Teria, em curto espaço de tempo, disparado algo como 60 tiros e acertado, pelo menos, 25 vítimas inocentes e indefesas, matando 13 dessas crianças. Alvejado por um bravo policial, suicidou-se. O sangue dessas crianças cobra das autoridades brasileiras mais segurança em todas as escolas, mais rigor na aplicação da Lei do Desarmamento. E, principalmente, mais seriedade no combate à violência ? flagelo que cresce em todo o Brasil, assim como as dúvidas sobre as estatísticas oficiais.

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