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�guas (e) privadas

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Indubitavelmente, cada dia mais, toda consciência da dramaticidade das questões relativas à água ? na maioria dos casos, de uma forma distinta da desejável pela militância verde, mas de toda forma, vale a pena. Em Maceió, por exemplo, a água passa a ser um problema para boa parte da população, que passa a usar de uma forma canhestra de privatização dos serviços de fornecimento. O serviço em tela pode ser considerado feito às canhas em função da forma parcial pela qual é encaminhado o negócio da água na capital alagoana. Ou seja, o processo se apresenta, salvo melhor juízo, como incompleto ? posto se restringir ao fornecimento do precioso líquido, com vendedores e compradores se contentando com condições mínimas de aferição (aparente) das condições do produto. ?Nunca tivemos problemas? parece ser a referência de satisfação do consumidor, sendo detalhes secundários a origem e destino do líquido da vida. Origem e destino da água não são meros detalhes. São elementos fundamentais tando para a saúde dos consumidores como para o futuro ambiental de, no mínimo, comunidades inteiras. Bem ou mal, as companhias formalmente (estatais, na ampla maioria dos casos) responsáveis pelo abastecimento não só coletam e distribuem, mas (o que é essencialmente ululante) tratam a água, o que representa a manutenção de estruturas complexas voltadas para a saúde pública. Bem ou mal, essas mesmas companhias, na maioria dos casos, cuidam do saneamento - que, em todo Brasil, ainda é um serviço feito em nível inferior o mínimo exigido pela civilidade. Quando simplesmente se compra a água, sem se importar de onde (e como) ela vem e para onde (e como) ela vai, um problema está sendo resolvido, mas são enormes as chances de novos e piores problemas estarem sendo criados.

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