Opinião
Escolas em risco
Uma das decorrências do horrendo massacre na escola municipal carioca deveria ser uma proficiente reação dos poderes públicos acerca da segurança nas escolas (públicas e privadas) de todo Brasil. Verdade é que a violência que assola o Rio de Janeiro, apesar de não se manifestar nas pesquisas oficiais, é um problema nacional, posto as formas criminosas incubadas ali findarem espalhadas pelo resto do País. Verdade é, também, que o massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira trata-se de um caso inusitado, isolado, na história da violência carioca e brasileira. Mas é igualmente verdadeiro que essa sinistra ocorrência expõe uma série de debilidades tocante ao comércio ilegal de armas e, notadamente, indica a gravidade dos problemas de segurança pública junto aos centros de ensino. Muito tem se discutido sobre venda (legal e ilegal) de armas, mas pouco interesse tem despertado a questão da segurança escolar, apesar das recorrentes notícias sobre a presença de armas entre alunos, violências entre grupos de estudantes, tráfico de drogas e consumo de bebidas alcoólicas. Uma aparente tolerância para com abusos praticados entre estudantes é outro fasto digno de nota. Graças ao estrangeirismo estimulador contido no vocábulo bullying, está vindo à tona denúncias sobre a velha e condenável prática de violências e humilhações dentro das escolas. Embora nenhuma ação por mais exacerbada que possa ter sido de qualquer bully venha a justificar o enlouquecido massacre na escola carioca, é evidente que ass humilhações sistemáticas têm de se registradas e coibidas pelos gestores pedagógicos. Urge a adoção de inovadoras medidas voltadas para a segurança escolar. Em sua monstruosidade, a tragédia da escola do Realengo, comprovou e expôs a vulnerabilidade que marca o sistema educacional brasileiro.