Opinião
PARIS, A CIDADE LUZ!
Chegar a Paris é uma emoção. É sempre uma primeira vez. É como se nunca a tivéssemos visto antes. Ficamos ansiosos por vasculhá-la. Nenhuma outra cidade no mundo nos dá essa sensação. Talvez seja por sua beleza, por sua história excitante, por seu requinte em tudo que produz. Ou, quem sabe, porque esteja sempre comandando as iniciativas da modernidade. Então por ser uma cidade tão feminina, mas de atitudes políticas excessivamente masculinas. Cidade de grandes reinados, de artes primorosas, de figuras famosas, grande nas letras, de uma influência marcante no crescimento da humanidade. Passam-se os anos, mas ela continua influenciando o pensamento do mundo. Paris é sempre Paris! Chego numa tarde chuvosa e fria, mas mesmo assim sinto-me feliz. Estou na capital da França, na terra dos Luizes, dos Bonaparte, de De Gaulle, dos grandes generais cujos nomes ficaram marcados nas gloriosas páginas do passado da França. E dos escritores como: um Flaubert, um Chateaubriand, um Moliáre, um Cornaille, um Racinne, um Victor Hugo, e tantos outros, a cuja inteligência Paris deve o epíteto de Cidade Luz. Entro na urbe vinda do aeroporto de Orly. Nos campos, as árvores começam a mudar de cor. Vão do amarelo ao vermelho. Estamos no começo do outono. Como gosto dessa estação! As folhas secas dos plátanos parecem pepitas de ouro espalhadas pelo chão. Entro nos primeiros bulevares regurgitantes de gente, de carros e de motocicletas. Passo pelos magníficos edifícios do Pantéon e da Sorbonne, o templo do saber. Ao longe, vejo a silhueta inconfundível da Torre Eiffel, feita para uma feira e que se tornou o símbolo da cidade. Atravesso o Sena. Quantas histórias esse rio já presenciou através dos séculos! Lá está a Catedral de Notre Dame, bela, vigorosa, inspiradora da fé. Passo pelo Louvre, relicário da arte e da história do mundo inteiro. Chego à Ópera, magnífica na sua arquitetura secular. Finalmente, entro na Rua Caummartin e paro no meu hotel, o La Pêra. Largo as malas no quarto, pego a minha cadeira e vou me integrar à essa cidade que tem sempre algo novo para mostrar. A chuva continua, fininha, mas persistente. Abro meu guarda-chuva e enfrento-a. Ela não vai conseguir tirar o meu prazer!