Opinião
Kayan chegou desdobrando amor
No Dia dos Pais, (agosto 2010), fizemos uma festa surpresa para o Cícero, na casa de Sérgio e Letícia. Em meio às comemorações, Ricardo, ao lado de Carminha, entregou ao pai uma caixa, caprichosamente, embalada. Em clima de risos e alegria, Cícero abriu seu presente: Lá, encontrou o resultado do exame de Carminha, confirmando gravidez. As alegrias redobraram. Chegaria nosso terceiro neto. Festejamos a nova Vida, que ora se anunciou. ?Nada mais importa na vida que a própria vida. Vivê-la é sabedoria. Interpretá-la é a grande ciência?; disse Victor Hugo. E eu ouso completá-lo: É sábio inseri-la à felicidade. Em nossa caminhada, vivenciamos agradáveis mudanças. Todas as fases da vida têm a sua primavera. É importante regar bem as plantas para atingir a maturidade cercado de flores. Nesta etapa, chegam os netos ampliando a família e enchendo de amor e ternura os avós. Cícero e eu estamos em festa com a chegada sábado (16/04) de Kayan, nosso terceiro netinho, primogênito dos queridos Ricardo e Carminha. Kayan chegou lindo, sereno e saudável. Uma obra de arte, aos olhos dos avós. ?Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força é preciso também viver um grande amor?. W. Amadeus Mozart. Com a chegada de Kayan, mais uma vez renasci. Senti-me mais viva e fortalecida. Revivi os felizes momentos em que chegaram meus netos Maíra e Arthur, filhos de Sérgio e Letícia. Kayan não imagina de quanto amor é cercado. Os netos não conseguem mensurar o carinho e a afeição que os avós lhes dedicam. Deu o primeiro ?vovozado? a Ruben e Fátima. É também o primeiro sobrinho das duas famílias: Gusmão Canuto (Sérgio) e Aroucha Wanderley (Bruno e Thiago). Seu pai quis com seu nome, homenagear um grande amigo: Kayan Malta Porto. Jovem exemplar cuja ?tocha? apagou-se precocemente. Enquanto acesa, brilhou imensamente em sua curta maratona. Kayan foi um sobrinho querido cuja memória está sempre presente em nosso cotidiano. Quando nascemos, recebemos uma ?tocha? que devemos mantê-la acesa na maratona da vida. O importante não é a ?largada? e sim o fim da caminhada. Se conseguirmos aquecer com nossa tocha, os que tiverem frio e iluminar os que estiverem em trevas, venceremos as Olimpíadas da Vida. Kayan querido, que a ?tocha? ora recebida, possa clarear seu viver com a mesma firmeza, lisura e amor de seus pais. Perpetuamo-nos em nossos filhos. Com nossos netos, imortalizamo-nos. Amamos nossos filhos. Com nossos netos, desdobramos amor. (*) É médica e empresária de turismo.