Opinião
Acordos e batalhas
Uma boa notícia: fechado um acordo entre sindicatos e prefeitura municipal de Maceió. Em função do acertado entre município e lideranças sindicais dos servidores municipais ficaram afastados os fantasmas de novas greves nas áreas da educação e da saúde. Respiram mais sossegadas as parcelas da população maceioense usuárias dos serviços públicos de educação e saúde. Como se sabe, em caso de paralisação dos serviços públicos, apenas o público é prejudicado com essa forma de luta. Os governos, em quaisquer níveis, são apenas superficialmente arranhados por movimentos deste tipo. Ao longo dos últimos anos, o povo alagoano tem sido recorrentemente prejudicado pelos desencontros entre as lideranças sindicais e os governantes (dos municípios e do Estado). Os inegavelmente baixos salários e as indiscutivelmente precárias condições de trabalho colocam os servidores em permanente ?pé-de-guerra? e os conflitos anunciados explodem com cruel e insistente repetência. Os resultados das trombadas entre sindicatos e governos são simples e óbvios: danos (mais das vezes irreversíveis) aos estudantes, aos que precisam de assistência médica, aos que já sofrem pela insegurança pública... prejuízos, enfim, para a maioria do povo. Enquanto a prefeitura de Maceió e sindicalistas, de forma amadurecida, fecham um acordo possível em torno do desejável e do realizável, sindicatos e governo do estado terçam armas, inflexíveis. E, no cenário estadual um batalha já começou: a greve dos policiais civis; outras estão engatilhadas. Desnecessário deveria ser repetir, reclamar, protestar contra os sofrimentos impostos aos alagoanos por esses confrontos salariais entre os líderes sindicais e os governantes. Infelizmente, parece que repetir, reclamar e protestar é o que resta ao povo frente às intransigências mútuas.