Opinião
Vacina��o cidad�
Mais uma campanha de vacinação espalha-se pelo Brasil. Novamente, se faz necessário um redobrado esforço dos que fazem a saúde pública e, particularmente, das instituições governamentais voltadas a esse segmento, no sentido de divulgar a importância de ser vacinado. É bem verdade que não mais se alevantam as tsunamis de ignorância que sacudiram a opinião pública brasileira contra os esforços pioneiros de grandes cientistas como Oswaldo Cruz, mas ainda é necessário um forte investimento publicitário para que as metas de vacinação sejam atendidas em todo País. Nunca é demais lembrar que o preconceito massivo (contaminando desde o povão até as elites) provocaram uma poderosa insurgência contra a decisão do então presidente da República, Rodrigues Alves, de, em 1904, seguir a orientação de Oswaldo Cruz e determinar a obrigatoriedade da vacina contra a febre amarela. Naqueles primeiros anos do século 20, as ruas do Rio de Janeiro (alvo urbano inicial da campanha contra a febre amarela) foram tomadas de assalto por turbas de revoltosos, bradando pela ?liberdade? de não serem vacinados. Até a elitista Escola Militar se levantou em defesa da burrice. Felizmente, a estupidez não venceu a ciência naquele tempo. Com o apoio da polícia e do exército, a campanha logrou êxito. Vitória literalmente conquistada à força, contra a opinião pública e boa parte da opinião publicada. Aqueles tempos estúpidos passaram. Mas as campanhas de vacinação ainda necessitam do aporte midiático, de forte publicidade. Nestes dias, como incentivo à vacinação em massa contra a gripe, a presidente da República, Dilma Rousseff, fez-se de garota-propaganda e sua foto sendo vacinada ganhou (meritóriamente) destaque nos principais veículos de mídia em todo Brasil. Oxalá as metas sejam alcançadas.