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Mirando na infla��o

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Pesquisa divulgada pelo Banco Central no começo desta semana aponta para a expectativa de 6,34% para a inflação oficial em 2011. O tema, que desde os primeiros dias de governo já chamava a atenção da presidente Dilma, passa a requerer mais cuidados. Até esta recentíssima pesquisa a expectativa oficial para a inflação era de 6,29% neste ano. Percentual que já causava arrepios na equipe Dilma. O acréscimo detectado é mais um elemento a turbinar os esforços governamentais para garantir a inflação anual dentro da margem de tolerância. É de 2% acima da previsão oficial a margem de tolerância para a inflação no ano. Ou seja, como o centro da meta brasileira é de 4,5%, o máximo aceitável é 5,6%. Estamos beirando este número. A presidente apertará os cordéis para que o dragão inflacionário seja contido de toda forma. Mantendo o tom da política anterior o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central puxou para cima, em 0,25% a taxa básica de juros, apontando para uma taxação anual de 12%. Mas tal medida não promete ser eficiente, pois as altas anteriores não lograram o êxito pretendido. Tal realidade aponta para a perspectiva de medidas mais duras para frear o impulso inflacionário. O ministério da Fazenda tenta minimizar o quadro, pintando-o com cores menos berrantes, destacando que ?a inflação é um problema global, já que há forte alta no preço das commodities?, o que é verdade. O ministro Mantega acrescenta que ?o Brasil está em melhor situação que países como a Rússia e a Índia, onde a inflação chegou a 9,4% e 8,8%, respectivamente, nos últimos 12 meses?, fato também verdadeiro. Mas pouco nos serve o consolo que existem piores que nós. Queremos, sim, estar ainda melhores; em verdade, é disto que precisamos: Manter o pique desenvolvimentista sem tropeçar na armadilha inflacionária.

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