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Est� morto o terror?

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Morto não está o terrorismo, até porque o finado era um dos líderes de uma das (muitas) organizações terroristas que prosseguem em seu mister assassino; mas a maior estrela do terror está apagada. Não pode restar dúvidas sobre o que significava a sobrevivência do líder da Al Qaeda. Vivo, o saudita Osama era a reafirmação do êxito do terrorismo. Sua existência, superando o cerco das tropas mais bem armadas e mais experientes do mundo, era um estímulo inegável aos olhos de quem enxerga o terror como método válido. A sobrevivência do homem mais procurado do mundo tornou-se um ícone maior que sua própria capacidade de ação. Não há como negar que a morte de Osama Bin Laden é um golpe mortal na ideologia terrorista. É previsível que os defensores do terror tentarão transformar o cadáver num ?mártir? capaz de inspirar seguidores. Mas mártires é o que não falta a esse universo tenebroso. Morto, o fundador da Al Qaeda será mais um. Vivo ele era único. Era uma espécie de imortal, sobrehumano. Já era. Agora será a vez das autoridades mundiais apertarem o cerco ao terrorismo. Caberá especialmente ao governo dos Estados Unidos evitar que tais cuidados redobrados venham a se converter em novas paranoias, pois redobrados cuidados serão necessários. Políticas preventivas à parte, é indispensável reconhecer que a destruição do ícone vivo do terrorismo internacional representa um tremendo impacto sobre todos esses grupos, malgrado a disposição vingativa de seus membros. Não é o caso de bradar a bazófia de que ?o mundo está em paz desde ontem?, mas o fim de Bin laden representa a possibilidade de um novo começo para o esforço de paz no mundo. Dependerá, principalmente, das políticas que serão adotadas pelo vencedor. É hora da força bruta ceder espaço a iniciativas menos belicosas, é momento de negociar, de isolar o terror.

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