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Opinião

Morte aos velhos!

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Anti-humanas e anticristãs são as notícias terrificantes a respeito do tratamento das pessoas idosas que nos dão os jornais da Europa, relatadas por L?Osservatore Romano, edição portuguesa. Da Inglaterra: relatório chocante do ministro da saúde do governo britânico dá conta de que nos hospitais públicos milhares de idosos são deixados abandonados, sujos e sem adequado tratamento analgésico. O Independent do reino da princesa Kate fala de uma ?sociedade desumana?; o Daily Mail de 16 de fevereiro último chama esse fato de ?crueldade que lança vergonha sobre um país civilizado?; já o Telegraph de 14 do mesmo mês, denuncia com horror: ?Em nossa sociedade não há mais lugar para a nova geração de idosos?. Também o departamento nacional de estatística comunica que no quinquênio de 2005 a 2009, nos hospitais britânicos, morreram de desidratação 650 idosos e 157 de subalimentação. Relatórios do Parlamento britânico de 2007 e 2008 referem que ?os portadores de deficiência mental são invisíveis para o sistema de saúde nacional da Grã-Bretanha?. Isso no reino de Sua Majestade. Já na Itália, o jornal do Vaticano denuncia que os jornais se dedicam obsessivamente à eutanásia (morte sem dor), às diretrizes de fim de vida, numa ânsia da busca dos melhores modos para morrer. Diz ainda que a imprensa da Península fala constantemente da morte, parecendo que só sabe oferecer formas cada vez mais sofisticadas para morrer sem dor. Na França ? é ainda o mesmo artigo do periódico vaticano que informa ? vários hospitais vêm firmando convênios com uma associação favorável à morte sem dor, que também busca entrar em contato com os enfermos graves. Os psicólogos estão advertindo do mal que poderá causar tais contatos com pessoas afetivamente frágeis. O que estamos vendo, nesses dados dos países desenvolvidos, é uma terrível demonstração de uma concepção de vida materialista e totalmente desprovida de qualquer valor cristão e sobrenatural, que ultrapasse os limites desta vida terrena. É uma geração de pessoas amedrontadas diante da realidade da morte, que é considerada como a última e desesperada consolação, porque a vida perdeu todo o significado e todo o encanto. Aos homens e mulheres da minha idade, isto é, depois dos 80, eu digo: NÃO SE ENTREGUEM! Vão com coragem até o limite de suas forças físicas e espirituais. Cremos na vida eterna. Confiamos no prêmio, que nos aguarda na vida futura! Cremos no Cristo Ressuscitado, ?termo último de toda esperança humana?. (*) É o arcebispo emérito de Maceió.

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