Opinião
Com a carta na m�o
Mesmo no tempo onde a internet eleva exponencialmente a troca de correspondências eletrônicas, o ancestral serviço de correios continua sendo essencial. Em Alagoas, infelizmente, esse mister desandou e a própria empresa reconhece a existência de um grave problema e, felizmente, soluções estão sendo encaminhadas. A crise dos Correios em Alagoas tem um número: 200 mil correspondências não entregues. Segundo o interventor despachado para sanar o problema, ?80% da crise é de gestão, enquanto os outros 20% remetem-se a carências do número de funcionários?. Uma avaliação precisa, cirúrgica. Uma opinião que resgata a proficiência dos que fazem a Empresa de Correios e Telégrafos em nosso Estado. Em Alagoas não é diferente do resto do Brasil e o trabalho dos Correios é um referencial histórico de confiança para a população. Isto é um patrimônio intangível, inalienável. Preservar esse prestígio é algo indispensável. Essa confiança no trabalho dos Correios tem importância superior aos aspectos culturais e afetivos, trata-se também de negócios e de segurança na informação e na circulação de bens. Regredir neste serviço será um grande prejuízo social e econômico. Nesta época de intensa atividade de comunicação e de negócios via web, o papel milenar dos correios é ainda mais fortalecido e exigido. Parte do volume das cartas está sendo substituído pelos e-mails, telegramas perdem espaço para contumazes ?tuitadores?, mas cartas e telegramas tendo como base o velho e bom papel seguem sendo despachados sem cessar. E, além disso, um número cada vez maior de produtos comprados pela internet exigem entrega rápida e segura. A missão dos correios não está extinta, muito pelo contrário. Neste sentido, a esperança do alagoano é que, de fato, esses problemas sejam sanados e que nossas correspondências voltem a ser entregues eficientemente.