Opinião
Contra o terrorismo
Efetivamente, o mundo ainda não começou seus melhores dias conforme anunciado para o pós-fim de Osama. Horrores seguem sendo praticados depois tal qual antes e durante o assustador período de atuação pessoal do ícone do terror, o terrível Bin Laden. Como são cobradas todo tipo de promessas dos políticos em todo o mundo, o mundo todo deveria exigir o cumprimento do prometido pela Casa Branca quando do anúncio da execução do líder dos terroristas da Al-Qaeda: A partir de então, viveríamos todos num mundo mais seguro. Apenas 12 dias depois deste anúncio, uma bomba matou pelo menos 80 pessoas numa localidade chamada de Charsadda, nome tão desconhecido dos ocidentais quanto Abbottabad. Segundo a mídia especializada, os 80 inocentes foram assassinados como vingança pelo fuzilamento do terrorista Bin Laden. Como sempre, o povo é a vítima mais acessível, sempre disponível e vulnerável. Por sua vez, no sofrido coração do Oriente Médio, no domingo, 16 palestinos foram assassinados durante protestos contra a criação do Estado de Israel. O número de feridos nesses tumultos nem chegou a ser especulado. Decididamente, o mundo não está mais seguro que antes. O ímpeto assassino continua forte, como se invulnerável fosse. As lições do sangue inocente derramado não parecem (nem um pouco) compreendidas nem depois do linchamento do maior símbolo dos culpados pelas matanças contemporâneas. A promessa de um mundo mais seguro, feita pelo líder da única superpotência dos dias em curso, não pode ser esquecida, nem muito menos ser-lhe cobrada como se um homem, per si, possa ter o poder de pacificar o globo. Cobremos a paz não só ao presidente dos Estados Unidos, mas, através dele, lembremos aos líderes de todos as nações suas responsabilidades pelo fim de todas as formas de terrorismo.