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Opinião

Criar oportunidades

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Em discurso considerado histórico no Parlamento britânico, o presidente dos Estados Unidos citou o Brasil, juntamente com os demais ?Bric?, como exemplo de liderança ascendente no mundo. ?Países como China, Índia e Brasil estão crescendo muito rapidamente. Devemos aplaudir esse desenvolvimento que tirou centenas de milhões da pobreza e criou novos mercados e oportunidades para nós mesmos?, afirmou Barack Obama, tomando o cuidado de reafirmar a histórica supremacia angloamericana perante lordes e Comuns. A fala do presidente dos Estados Unidos, além de guardar coerência para com as mais tradicionais das alianças modernas, reafirmando os laços entre americanos e britânicos, confirma a linha política, determinada por ele próprio, de privilegiar especialmente as nações ascendentes. Ninguém pode se iludir com a suposição de que os donos do mundo venham a ceder, graciosamente, espaços para aqueles que estão em processo de ascenso. Subir exige esforço, e quanto mais altitude, mais pressão é sentida. O Brasil deve ficar cada vez mais atento ao seu próprio processo de crescimento e o correspondente destaque acrescido em suas iniciativas internacionais. Muitas serão as pressões para que as rédeas não sejam afrouxadas, como pode ser visto pelas chantagens exercidas contra a aprovação de um Código Florestal que, além de proteger a natureza, harmoniza essa defesa com a salvaguarda dos investimentos no agronegócio e na capacidade produtiva do pequeno produtor. A liderança brasileira em vários segmentos da produção agrícola mundial é uma ameaça à hegemonia dos velhos donos do mundo nesta seara.Há quem não queira aplaudir isso. Embarcando nas palavras de Barack Obama, o Brasil deve apostar com força em seu potencial de criar novos mercados e oportunidades para todos.

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