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Opinião

Chovendo bagun�a

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Para quem transita, trabalha ou tem negócios no Centro de Maceió, esta sexta-feira se apresenta nublada ? em termos de segurança. A insegurança deve-se ao anúncio de novas badernas nas ruas centrais. Apesar de não ser convocada por entidades reconhecidas, a ameaça de tumulto tem sido levada em consideração. Mesmo tendo sido alardeada por um bando disforme, de cara suja, sem credibilidade nem representatividade, o fato inegável é que as manifestações têm se esmerado em violências. Por quaisquer motivos, independente das bandeiras desfraldadas, o formato é de uma simplicidade aterrorizante: agredir o público. Ruas são bloqueadas (muitas vezes com fogueiras no asfalto), prédios públicos são invadidos e depredados, lojas são ameaçadas e até o aeroporto já foi bloqueado irresponsavelmente, sem falar nas obstruções injustificáveis da entrada do Porto de Maceió. E ai de quem criticar tais bagunças.Insultos e gestos obscenos não faltam no arsenal ?menos agressivo? dos manifestantes. Tentando redarguir às críticas contra o mais recente ato de barbarismo (perpetrado contra a sede da Sefaz), o líder da central sindical organizadora do ?protesto?, disse que ?não podia controlar? suas bases e, candidamente, justificou que pretendiam ?apenas engarrafar? (!) o trânsito na nevrálgica Praça dos Martírios. Ou seja: a liderança confessa, placidamente, que pretendia tumultuar a vida de milhares de pessoas, cassando-lhes o direito de ir e vir! O mais grave é que nenhum resultado das apurações de tais contravenções tem sido divulgado. Terão sido anistiados, novamente, esses baderneiros? O público assusta-se com todo anúncio de ?protesto?, pois a impunidade campeia e o vandalismo é regra. Indefesa, a cidadania teme continuar a ser vítima de quem acha que combatividade e banditismo são sinônimos.

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