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Opinião

Chance de paz

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Num mundo cada vez mais marcado por exclusivismos, radicalismos e outros tantos maléficos ?ismos?, personalidades judias dão um grande exemplo de altruísmo, coragem e espírito de justiça. Em uma carta aberta a autoridades europeias, nomes judeus notáveis, praticamente todos cidadãos e residentes em Israel, apoiam e reivindicam apoio à criação efetiva do Estado Palestino conforme recente iniciativa do presidente Mahmoud Abbas, que vai solicitar à ONU, em setembro, o reconhecimento do Estado Palestino de acordo com as fronteiras propostas pelas Nações Unidas em 1967. Esta notável iniciativa devolve aos relutantes holofotes da grande mídia (tradicionalmente tendente a apoiar os interesses governamentais israelenses) as ações pacifistas desenvolvidas por judeus e palestinos residentes nas explosivas áreas disputadas pelos radicais dos dois lados. A carta em questão foi elaborada pelo movimento Solidarity, formado por israelenses e palestinos, entidade especialmente ativa em ações pacifistas e integracionistas em Jerusalém Oriental. O esforço dos pacifistas judeus e palestinos visa compensar o que consideram um recuo do presidente americano, que embora tivesse se manifestado favorável às fronteiras de 1967 (de forma ousada para um ocupante da Casa Branca), terminou por ceder às pressões do governo de Israel e discordou da proposta palestina de pedir oficialmente às Nações Unidas o reconhecimento do que a própria ONU determinou há 44 anos. O estabelecimento do Estado palestino é uma questão basilar para a construção da paz. As fronteiras determinadas pela ONU têm o simbolismo de ser uma tentativa de resolver o gravíssimo problema de partilha na Terra Santa. Felizmente, do lado forte da disputa, Israel, alevantam-se vozes ponderadas, corajosas, em defesa de um novo tempo.

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