Opinião
Belo Monte acendida
Enfim, depois de mais de vinte anos de atraso, foi concedida a licença ambiental para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. Felizmente para o futuro do Brasil, novamente foram derrotadas as forças do atraso que, sob a falsa bandeira verde, procuram erguer barreiras impenetráveis ao desenvolvimento brasileiro. Esses grupamentos retrógrados e suas ações pretensamente ambientais não podem ser confundidos com os legítimos interesses em preservar a ecologia frente a indispensável e inadiável implantação de projetos desenvolvimentistas em todo Brasil, inclusive na Amazônia, no Pantanal, na Caatinga ? em resumo, em todas as regiões do País. A distinção entre o oportunismo verde com a defesa legítima do meio-ambiente está no fato de que esta busca harmonizar a ecologia com a tecnologia a partir de parâmetros que, dentre outros conceitos, podem ser inclusas nas teses do desenvolvimento sustentável; aquela, por outro lado, esgrime a pretensa virgindade de imensas áreas contra toda e qualquer tentativa de construção de empreendimentos significativos dos pontos de vista econômico e tecnológico. Especialmente são odiados e perseguidos aqueles projetos que podem vir a proporcionar um grande salto para o Brasil. Felizmente, parece que o Ibama começa a se contrapor e se liberar das chantagens dos ambientaloides de plantão. O duro conjunto de recomendações estipulado pelo Ibama para a licença ambiental da Hidrelétrica de Belo Monte é uma indiscutível prova da seriedade técnica e científica que embasa a decisão. Um rosário de iniciativas destinadas a salvaguardar o ecossistemas afetados pela projeto compõe as condições para o início e desenvolvimento da gigantesca obra. Os mais de vinte anos perdidos não poderão ser recuperados, mas, certamente o futuro começa a ganhar novo tempo.